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Mais de 15 mil pessoas desapareceram desde o início da guerra na Ucrânia

A guerra na Ucrânia entrou no 9.º mês. Desde então, 15 mil pessoas desapareceram e mais de seis mil morreram. Há ainda cerca de 10 mil feridos.

Mais de 15 mil pessoas desapareceram desde o início da guerra na Ucrânia
Notícias ao Minuto

19:42 - 24/11/22 por Notícias ao Minuto

Mundo Guerra na Ucrânia

Mais de 15 mil pessoas desapareceram durante a guerra na Ucrânia, que entrou esta quinta-feira no seu nono mês. A informação foi avançada pela agência de notícias Reuters, que cita dados da Comissão Internacional de Pessoas Desaparecidas (ICMP, na sigla em inglês).

Segundo o diretor da ICMP para a Europa, Matthew Holliday, do total de pessoas desaparecidas, não se sabe quantas foram transferidas à força ou detidas na Rússia, quantas estão vivas e separadas das famílias ou mortas e enterradas em sepulturas improvidas

Em entrevista à Reuters, o responsável adiantou que o processo de investigação de pessoas desaparecidas na Ucrânia poderá demorar anos, mesmo após o fim da guerra.

Apesar de a comissão adiantar que 15 mil pessoas estão desaparecidas, Holliday reconheceu que o número real poderá ser muito mais elevado, tendo em conta que, só na cidade portuária de Mariupol, as autoridades estimam que 25 mil pessoas estão mortas ou desaparecidas. 

Segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), atualizados na segunda-feira, a guerra na Ucrânia já provocou mais de 16.700 vítimas civis, entre as quais 10.189 ficaram feridas e 6.595 morreram.

A maioria das vítimas registou-se nas regiões separatistas de Donetsk e Lugansk.

"A maioria das baixas civis registadas foi causada pela utilização de armas explosivas de vasta área de impacto, incluindo bombardeamentos de artilharia pesada e sistemas de lançamento de mísseis, e ataques aéreos e de mísseis", refere o ACNUDH.

A ONU acredita que os dados sobre as vítimas civis estão, contudo, muito aquém dos números reais, sobretudo nos territórios onde os ataques intensos não permitem recolher e confirmar a informação, nomeadamente em Mariupol, Izium, Lysychansk, Popasna e Sievierodonetsk, “onde há alegações de numerosas baixas civis”.

O conflito entre a Ucrânia e a Rússia começou com o objetivo, segundo Vladimir Putin, de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia. A operação foi condenada pela generalidade da comunidade internacional.

Leia Também: Zelensky garante que Ucrânia vai aguentar ataques à rede energética

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