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AO MINUTO: Central de Zaporíjia com energia externa; 15 mil desaparecidos

Acompanhe aqui AO MINUTO os mais recentes desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia.

AO MINUTO: Central de Zaporíjia com energia externa; 15 mil desaparecidos
Notícias ao Minuto

08:01 - 24/11/22 por Notícias ao Minuto

Ao Minuto Mundo Guerra na Ucrânia

Aos nove meses de guerra, os apagões na Ucrânia têm sido uma constante. Situação que tem vindo a ser criticada em várias frentes. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, denunciou à ONU o ataque da Rússia à infraestrutura energética do país, o que classificou como um "crime contra a humanidade". "Com temperaturas abaixo de zero, vários milhões de pessoas sem abastecimento de energia, sem aquecimento e sem água, trata-se, obviamente, de um crime contra a humanidade", afirmou Zelensky, que falava, por vídeo, ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, no âmbito de uma reunião de emergência que o próprio solicitou.

A Organização das Nações Unidas (ONU) chegou mesmo a alertar para o risco de um "inverno catastrófico" para milhões de ucranianos após os mais recentes "ataques implacáveis e generalizados" por parte da Rússia contra civis e importantes infraestruturas.

Por seu lado, os governos da União Europeia não conseguiram chegar a um acordo, na quarta-feira, sobre o teto máximo a impor aos preços do petróleo russo transportado por via marítima e retomarão as conversações na quinta-feira à noite ou, eventualmente, na sexta-feira, disseram diplomatas do bloco europeu.

Fim de cobertura

Notícias ao Minuto | há 4 dias

Boa noite. Damos como terminado mais um acompanhamento AO MINUTO sobre os acontecimentos da guerra na Ucrânia. Estaremos de regresso na manhã de sexta-feira, num novo registo. Obrigada por ter estado desse lado.

Olena Zelenska: "Apagões não são a pior coisa que já nos aconteceu"

Notícias ao Minuto | há 4 dias

A primeira-dama ucraniana, Olena Zelenska, contou à BBC que os apagões que o país tem vivido na última semana "não são a pior coisa" que lhes aconteceu.

"Tivemos tantos desafios terríveis, vimos tantas vítimas tanta destruição, que os apagões não são a pior coisa que nos aconteceu", revelou Zelenska à cadeia televisiva britânica, garantindo que os ucranianos estão prontos para "desbravar" um Inverno que se adivinha difícil, com apagões gerais a ocorrer em todo o país e as temperaturas a descer.

Olena Zelenska cita uma pesquisa recente que diz que 90% dos ucranianos disseram que estavam prontos para conviver com a escassez de eletricidade por dois a três anos, se pudessem ver a perspetiva de ingressar na União Europeia. "Sabe, é fácil correr uma maratona quando sabes quantos quilômetros existem", disse, realçando que, na Ucrânia, no entanto, a situação ainda não é exatamente essa.

Rússia "não sabe lutar, a única coisa que ainda pode fazer é aterrorizar"

Notícias ao Minuto | há 4 dias

O presidente ucraniano assinalou os nove meses desde o início da guerra no país e mostrou-se firme: "A Rússia não encontrou uma forma de nos quebrar. E não vai encontrá-la", disse.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou, a Rússia de “não saber lutar” e de querer “aterrorizar” o povo ucraniano. No seu habitual discurso à nação, nesta quinta-feira o chefe de Estado assinalou os nove meses da guerra, que teve início a 24 de fevereiro, e fez ainda um ponto de situação sobre os ataques russos às infraestruturas de energia. “Eles não sabem como lutar. A única coisa que eles ainda podem fazer é aterrorizar. Ou terror energético, ou terror de artilharia, ou terror de mísseis - é tudo a que a Rússia se degradou sob os seus atuais líderes”, afirmou Zelensky.

A Rússia, acusou o chefe de Estado ucraniano, não quer apenas que os ucranianos fiquem “sem luz e calor”, mas também que se isolem “uns dos outros”. A restauração de energia continua a decorrer um pouco por toda a Ucrânia e há agora “problemas com a água em 15 regiões”, sendo Kyiv, Kirovohrad, Dnipropetrovsk, Lviv, Poltava e Kharkiv as mais afetadas.

Rússia "não sabe lutar, a única coisa que ainda pode fazer é aterrorizar"

O presidente ucraniano assinalou os nove meses desde o início da guerra no país. "A Rússia não encontrou uma forma de nos quebrar. E não vai encontrá-la", destacou.

Márcia Guímaro Rodrigues | 22:37 - 24/11/2022

Polónia recusa sistema antimísseis de Berlim e diz que devia ir para Kyiv

Lusa | há 4 dias

O governo polaco rejeitou esta quinta-feira um sistema antimísseis oferecido pela Alemanha, dizendo que deveria ser dado à Ucrânia, uma proposta que não é válida para Berlim, porque aumentaria o envolvimento da NATO no conflito russo-ucraniano.

Aresposta da Polónia à oferta alemã foi recebida pela Ucrânia, que está desesperada para proteger o seu espaço aéreo, enquanto bombardeamentos russos danificam as estruturas de energia em todo o país.

Mas, entretanto, a ministra da Defesa da Alemanha, Christine Lambrecht, salientou que a utilização dos sistemas de defesa da NATO fora do seu território precisa ser acordada por todos os Estados-membros.

"É importante para nós que a Polónia possa contar com aliados para que haja apoio entre todos, mesmo em tempos difíceis", disse Lambrecht à imprensa em Berlim. "É por isso que nos oferecemos para apoiar o policiamento aéreo e os [mísseis] Patriot, que fazem parta de uma defesa aérea integrada da NATO, ou seja, destinam-se ao território da NATO. Se forem usados fora da área da NATO, isso deve ser previamente acordado com a NATO e com os aliados", acrescentou.

Polónia recusa sistema antimísseis de Berlim e diz que devia ir para Kyiv

O Governo polaco rejeitou hoje um sistema antimísseis oferecido pela Alemanha, dizendo que deveria ser dado à Ucrânia, uma proposta que não é válida para Berlim, porque aumentaria o envolvimento da NATO no conflito russo-ucraniano.

Lusa | 22:19 - 24/11/2022

Central nuclear de Zaporíjia recupera energia externa

Lusa | há 4 dias

A central nuclear de Zaporíjia, na Ucrânia, recuperou hoje a energia externa, um dia depois ter perdido o acesso à eletricidade, após ser alvo de ataques, indicou a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, citado em comunicado, classificou como "extremamente preocupante" a perda de eletricidade nas centrais, alertando para o risco de um acidente nuclear. "Em simultâneo, a falta de energia fora das centrais nucleares da Ucrânia, mostra que a situação de segurança nuclear no país é cada vez mais precária, desafiadora e potencialmente perigosa", sublinhou.

A central voltou a ser alvo de ataques esta semana, mas a AIEA já garantiu não haver fugas. Grossi lembrou que esta foi a primeira vez que todas as centrais nucleares sofreram, em simultâneo, uma falha de energia, o que defendeu ser "completamente inimaginável" antes da guerra.

Assim, a AIEA voltou a pedir o fim de todas as ações militares que ameaçam a segurança das centrais nucleares ucranianas. Esta agência adiantou ainda que a operadora ucraniana Energoatom está a fazer os possíveis para "retomar a operação". Os especialistas da AIEA em Zaporíjia já confirmaram que os geradores de emergência foram desligados durante a manhã.

Central nuclear de Zaporíjia recupera energia externa

A central nuclear de Zaporíjia, na Ucrânia, recuperou hoje a energia externa, um dia depois ter perdido o acesso à eletricidade, após ser alvo de ataques, indicou a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

Lusa | 21:51 - 24/11/2022

Bombardeamentos em Kherson resultam em, pelo menos, quatro mortos

Lusa | há 4 dias

Os bombardeamentos russos de Kherson, região recentemente retomada pelas forças ucranianas, mataram pelo menos quatro pessoas e feriram dez, disse o governador da região nesta quinta-feira.

"Os invasores russos abriram fogo sobre um bairro habitacional com a aluda de lança-foguetes múltiplos. Um grande edifício incendiou-se", disse Yaroslav Yanushevych, chefe da administração militar de Kherson, no Telegram, citado pelo Business Insider.

Quatro mortos em bombardeamento russo em Kherson

Pelo menos quatro pessoas foram hoje mortas e dez feridas num bombardeamento russo sobre a cidade de Kherson, sul da Ucrânia, duas semanas após a retirada das tropas de Moscovo, anunciou o governador da região.

Lusa | 21:23 - 24/11/2022

 

Zelensky: Relatórios de ataques russos em Kherson chegam "a toda a hora"

José Miguel Pires | há 4 dias

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky falou à população na noite desta quinta-feira, revelando que os frequentes à recém-libertada região de Khersn começaram após  as forças russas serem forçadas a retirar-se.

“Somente a libertação da nossa terra e garantias de segurança confiáveis para a Ucrânia podem proteger o nosso povo de qualquer escalada da Rússia”, disse, citado pelo The Kyiv Independent. “Estamos a trabalhar com os nossos parceiros todos os dias para isso", continuou.

Ataques nos arredores de Kyiv fazem sete mortos

José Miguel Pires | há 4 dias

Após o bombardeio, entre ontem e hoje, na região de Kyiv, mais um ferido morreu em terapia intensiva, o que elevou o número de mortos resultante destes ataques, segundo a agência Ukrinform, para sete.

O relato é de Oleksiy Kuleba, chefe da Administração Militar Regional de Kyiv. "Como resultado do bombardeio de ontem, até agora, a sétima pessoa morreu na UTI", escreveu.

Kuleba garantiu que as autoridades vão reconstruir infraestrutura e casas destruídas, mas as "vidas humanas não podem ser restauradas".

Putin ordena envio de mais armamento "de qualidade" ao Exército russo

Lusa | há 4 dias

O Presidente russo, Vladimir Putin, ordenou esta quinta-feira o fornecimento de mais armamento "de qualidade" às tropas que combatem na Ucrânia, quando se cumprem nove meses do início da campanha militar desencadeada por Moscovo.

"Éimportante não apenas aumentar o volume e a variedade dos fornecimentos, mas também melhorar a sua qualidade", disse Putin durante uma reunião do Conselho Coordenador destinado a garantir as necessidades das Forças Armadas. 
Putin pediu a melhoria do funcionamento do mecanismo de comunicação entre os militares, os produtores e os fabricantes, com o objetivo de introduzir correções nos pedidos quando seja necessário.

"Não há necessidade de introduzir medidas extraordinárias. Mas temos de pôr em marcha um trabalho preciso, de qualidade, bem coordenado. Isso é sempre útil, mas neste caso é simplesmente necessário garantir oportunamente tudo o que seja necessário para as nossas Forças Armadas durante a operação militar especial", indicou, utilizando a designação dada pelo Kremlin à invasão da Ucrânia.

Neste sentido, considerou que os soldados no terreno devem receber o armamento e equipamento em datas e quantidades previamente determinadas.

Putin ordena envio de mais armamento "de qualidade" ao Exército russo

O Presidente russo, Vladimir Putin, ordenou hoje o fornecimento de mais armamento "de qualidade" às tropas que combatem na Ucrânia, quando se cumprem nove meses do início da campanha militar desencadeada por Moscovo.

Lusa | 19:06 - 24/11/2022

O secretário da Defesa norte-americano, Lloyd Austin, considerou na quarta-feira que a Rússia enfrenta uma "penúria significativa" de munições para a sua artilharia, em grande medida devido aos problemas logísticos que enfrenta e que poderão limitar no futuro as suas operações no terreno.

Austin também garantiu que as tropas russas possuem cada vez manos mísseis de precisão e que a sua indústria de Defesa enfrenta graves dificuldades para fabricar com rapidez novo armamento teleguiado.

Diversos peritos europeus citados por diversos 'media' têm considerado que a retirada russa do terço norte da região de Kherson foi motivada, mais que o avanço do inimigo ou problemas de abastecimento, pela escassez de munições, que apenas chegariam para mais um mês de combates.

Zelensky garante que Ucrânia vai aguentar ataques à rede energética

José Miguel Pires | há 4 dias

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, deu uma entrevista ao jornal Financial Times, onde assegurou que os crescentes ataques russos à rede energética do país não vão fazer Kyiv desistir da recuperação dos territórios anexados pelo Kremlin desde a invasão de 24 de fevereiro.

Esta é uma “guerra de força e resiliência”, garantiu Zelensky, insistindo que a única forma de ver esta guerra acabar é recuperando todos os territórios anexados pelas forças russas. “Devemos devolver todas as terras... porque acredito que o campo de batalha é o caminho quando não há diplomacia. Se não conseguirmos recuperar totalmente a nossa terra, a guerra é simplesmente congelada. É uma questão de tempo antes de recomeçar", disse.

Na quarta-feira, a Rússia lançou 70 mísseis contra alvos de infraestrutura energética em toda a Ucrânia, deixando cerca de 80% do país às escuras e sem água. Todos os 15 reatores nucleares da Ucrânia foram desligados porque a eletricidade ficou instável.

Amnistia Internacional acusa 'silenciamento' de jornalistas na Rússia

José Miguel Pires | há 4 dias

A Amnistia Internacional alertou, nesta quinta-feira, que jornalistas e monitores independentes estão a ser "silenciados" para "abafar relatórios de protestos" na Rússia.

"As autoridades russas desenvolveram um sofisticado sistema de restrições e severas represálias para esmagar os protestos públicos, que se estende à supressão de qualquer relato deles por jornalistas e monitores independentes. As restrições aumentaram desde a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, e a repressão desenfreada do movimento antiguerra praticamente impede o protesto público e qualquer partilha de informações", disse a Amnistia Internacional num novo relatório publicado esta quinta-feira.

“Podemos ver que as autoridades russas estão empenhadas não apenas em prevenir e penalizar severamente qualquer protesto, por mais pacífico que seja, mas também em minimizar qualquer conscientização pública sobre isso”, disse Natalia Prilutskaya, Pesquisadora da Rússia da Amnistia Internacional.

Mais de 15 mil desaparecidos desde início da invasão da Ucrânia

Notícias ao Minuto | há 4 dias

Segundo números da Comissão Internacional de Pessoas Desaparecidas (ICMP, na sigla em inglês), citados pela agência Reuters, mais de 15 mil pessoas desapareceram durante a guerra na Ucrânia.

A organização com sede em Haia, nos Países Baixos, que foi criada após as guerras dos Balcãs na década de 1990, inaugurou um escritório em Kyiv em julho, de forma a ajudar a Ucrânia a documentar e rastrear pessoas desaparecidas como resultado da invasão russa que começou a 24 de fevereiro. 

O diretor do programa do ICMP para a Europa, Matthew Holliday, disse não estar claro quantas pessoas foram transferidas à força, detidas na Rússia, vivas e separadas dos seus familiares, ou mortas e enterradas em túmulos improvisados.

Mesmo após o fim dos combates, durante anos, o processo de investigação aos desaparecidos na Ucrânia continuará, garantiu Holliday à Reuters em entrevista. Os 15 mil desaparecidos anunciados pelo ICMP são um número 'conservador', tomando em consideração que, só na cidade portuária de Mariupol, as autoridades estimam que até 25 mil pessoas estejam mortas ou desaparecidas.

"Os números são enormes e os desafios que a Ucrânia enfrenta são vastos. Além disso, eles estão a travar uma guerra em andamento também contra a Federação Russa. O que é fundamental agora é estabelecer todas as medidas corretas para garantir que o maior número possível de pessoas possa ser identificado", disse Holliday, explicando que "a grande maioria das pessoas desaparecidas, as falecidas, são vítimas de crimes de guerra, e os perpetradores precisam ser responsabilizados".

Em Kyiv, "o ICMP começou a coletar amostras de DNA e está a aumentar a capacidade para um processo plurianual que também ajudará os promotores a abrir casos de crimes de guerra", concluiu.

Primeiro reator da central de Khmelnytskyi da Ucrânia 'reconectado'

Notícias ao Minuto | há 4 dias

O primeiro reator da central nuclear de Khmelnytskyi, na Ucrânia, foi reconectado à rede elétrica do país, disse o governador regional Serhiy Hamaliy, citado por vários meios de comunicação ocidentais.

A central de Khmelnytskyi foi desconectada da rede elétrica da Ucrânia na quarta-feira, após ataques russos às infraestruturas energéticas do país, disseram autoridades ucranianas.

Russos bombardearam Kherson 17 vezes nesta quinta-feira

Notícias ao Minuto | há 4 dias

As forças ucranianas acusaram os russos de bombardear a cidade liberada de Kherson um total de 17 vezes, só nesta quinta-feira.

Os ataques deixaram um civil ferido, de acordo com Halyna Luhova, chefe do Conselho Municipal de Kherson, citada pelo The Kyiv Independent.

Nos últimos 4 dias, as forças russas bombardearam a cidade 62 vezes, de acordo com Luhova.

Milhões de ucranianos continuam sem eletricidade após ataques russos

Lusa | há 4 dias

A Ucrânia, incluindo a capital Kyiv, está esta quinta-feira, em grande parte, sem eletricidade e água corrente, um dia depois de uma nova vaga de bombardeamentos russos contra diversas infraestruturas energéticas do país.

Nove meses após o início da invasão russa, milhões de ucranianos vão passar o dia sem eletricidade e aquecimento e em Kyiv, já atingida por condições meteorológicas típicas do inverno (chuva e neve), cerca de 70% da população da capital ficou sem fornecimento de energia hoje de manhã, segundo a autarquia da cidade.

O abastecimento de água foi restabelecido ao início da tarde, de acordo com a mesma fonte, numa altura em que as temperaturas mal ultrapassaram os zero graus Celsius.

"Não há aquecimento ou água". O retrato de um dia numa Kyiv às escuras

Cerca de 70% da população da capital ucraniana está sem energia na manhã desta quinta-feira, após uma série de ataques com mísseis russos.

Notícias ao Minuto | 09:36 - 24/11/2022

O Ministério da Defesa russo assegurou que os seus bombardeamentos não atingiram Kyiv, acusando a defesa antiaérea ucraniana de ser responsável pelos danos na capital. Em Kharkiv, a segunda maior cidade do país, próxima da fronteira com a Rússia, "problemas de fornecimento de eletricidade" persistiram, disse o governador da região, Oleg Synegoubov.

O resto da Ucrânia também foi afetado fortemente pelos cortes de energia elétrica, que tem vindo a ser restabelecida gradualmente. As autoridades de saúde estão particularmente preocupadas com o efeito dos cortes de energia na população, quando as temperaturas na Ucrânia atingem valores muito baixos.

Milhões de ucranianos continuam sem eletricidade após ataques russos

A Ucrânia, incluindo a capital Kyiv, está hoje, em grande parte, sem eletricidade e água corrente, um dia depois de uma nova vaga de bombardeamentos russos contra diversas infraestruturas energéticas do país.

Lusa | 16:39 - 24/11/2022

A Rússia disparou cerca de 70 mísseis de cruzeiro contra a Ucrânia, na quarta-feira, dos quais 51 foram abatidos, segundo Kyiv. Os ataques visaram essencialmente as infraestruturas de energia, que já se encontravam danificadas por outras vagas de bombardeamentos. No total, "oito instalações de energia" foram afetadas, disse o procurador-geral ucraniano, Andri Kostine, acrescentando que 10 pessoas morreram e outras 50 ficaram feridas.

Putin alerta para "graves consequências" de teto ao preço do petróleo

Notícias ao Minuto | há 4 dias

Nove meses após o arranque da invasão russa da Ucrânia, e após várias propostas de países ocidentais para colocar um 'teto' no preço do petróleo comprado ao Kremlin, o presidente russo, Vladimir Putin, esteve em conversa telefónica com o primeiro-ministro iraquiano, Mohammed Shia al-Sudani, precisamente para discutir este assunto. Segundo comunicado do próprio Kremlin, citado pela agência Reuters, Putin "enfatizou que tais ações contradizem os princípios das relações de mercado e são altamente suscetíveis de levar a graves consequências para o mercado global de energia".

"Tentativas de vários países ocidentais de impor restrições ao preço do petróleo bruto da Rússia foram abordadas", pode-se ler no comunicado do Kremlin. Recentemente, a União Europeia e os Estados Unidos intensificaram as tentativas de chegar a acordo sobre onde estabelecer um teto de preço para as importações de petróleo russo.

Tanto a Rússia como o Iraque são dois dos principais produtores de petróleo e membros do acordo OPEP+, que define os níveis de produção e de administração mundial dos preços do mesmo.

A administração Biden garantiu que a sua proposta para colocar um teto ao petróleo russo está "em jogo".

Putin alerta para "graves consequências" do teto do preço do petróleo

Presidente russo discutiu as propostas de restrição ao preço do petróleo com o seu homólogo iraquiano, Mohammed Shia al-Sudani.

Notícias ao Minuto | 15:51 - 24/11/2022

Orbán confirma apoio à adesão da Suécia e da Finlândia à NATO

Notícias ao Minuto | há 4 dias

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, afirmou esta quinta-feira que o parlamento húngaro vai ratificar a adesão da Finlândia e da Suécia à NATO no início do próximo ano. Num briefing após uma reunião do Grupo Visegrad, na Eslováquia, Orbán disse que o seu executivo já decidiu que vai apoiar a adesão da Finlândia e da Suécia à NATO, e que o parlamento do país vai definir esse item na sua agenda, logo na primeira sessão do próximo ano.

Até agora, a Hungria e a Turquia são os únicos membros da aliança do Atlântico Norte que ainda não aprovaram a adesão.

"A Hungria certamente dará o seu apoio à adesão [da Finlândia e da Suécia]. Depois que o governo o fizer, também o parlamento o fará", disse Orbán, citado pela agência Reuters. O parlamento húngaro normalmente reúne em meados de fevereiro.

Biden confirma que teto ao preço do petróleo está "em jogo"

Notícias ao Minuto | há 4 dias

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, confirmou que a proposta do país e dos seus aliados ocidentais para colocar um teto ao preço do petróleo russo está "em jogo", acrescentando que conversou com a secretária do Tesouro, Janet Yellen, sobre o assunto.

A informação - citada pelo The Guardian - foi avançada por Biden aos jornalistas durante uma visita do feriado de Ação de Graças a um corpo de bombeiros na ilha de Nantucket.

Ucrânia e Rússia chegam a acordo para trocar 50 prisioneiros de guerra

Hélio Carvalho | há 4 dias

O ministério da Defesa russo anunciou esta quinta-feira que completou uma troca de prisioneiros com as forças armadas ucranianas, garantindo que um total de 50 prisioneiros de guerra russos serão devolvidos pela Ucrânia. A notícia já tinha sido avançada pelo líder russo da região de Donetsk, anexada unilateralmente pela Rússia. Moscovo também confirmou que entregou 50 prisioneiros à Ucrânia.

Citado pelo The Guardian, Andriy Yermak, que preside a administração presidencial ucraniana, explicou que os ucranianos vão receber 48 soldados e dois oficiais, de vários ramos diferentes das forças armadas.

"Conseguimos que sejam devolvidos 19 defensores de Mariupol, assim como 15 prisioneiros da central nuclear de Chernobyl e sete da ilha de Zmiiny (conhecida como a 'Ilha das Serpentes'", disse Yermak.

No total, Moscovo e Kyiv já concordaram na troca de um total de 1.000 prisioneiros de guerra desde o início da invasão russa na Ucrânia, em fevereiro.

Ucrânia descobre (mais) nove câmaras de tortura e 432 corpos em Kherson

Hélio Carvalho | há 4 dias

As autoridades ucranianas encontraram, esta quinta-feira, nove câmaras de tortura e 432 corpos, na região de Kherson, usadas pelos russos durante a ocupação desta cidade reconquistada pelas tropas de Kyiv, a 11 de novembro.

A informação foi avançada pelo procurador-geral Andrii Kostin, citado pelo jornal The Kyiv Independent.

Kostin revela ainda que há várias equipas de investigadores a trabalhar no local para documentar todos os “crimes de guerra russos”, acrescentando que correm risco de vida porque “muitos edifícios na área estão minados e as tropas russas continuam a atacar a região com mísseis”.

Merkel tentou diálogo europeu com Putin mas já não tinha influência

Lusa | há 4 dias

A antiga chanceler alemã Angela Merkel revelou que tentou convencer os seus parceiros europeus da necessidade de encontrar novo formato para dialogar com o Presidente russo, Vladimir Putin, sobre a Ucrânia, mas percebeu que já não tinha influência.

Merkel disse, numa entrevista publicada hoje pelo semanário alemão Der Spiegel, que teve essa iniciativa por considerar que se tornou obsoleto o Protocolo de Minsk, um acordo assinado em 2014 pela Ucrânia, a Federação Russa, Donetsk e Lugansk sob os auspícios da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) que procurava uma solução política para o conflito.

Merkel tentou diálogo europeu com Putin mas já não tinha influência

A antiga chanceler alemã Angela Merkel revelou que tentou convencer os seus parceiros europeus da necessidade de encontrar novo formato para dialogar com o Presidente russo, Vladimir Putin, sobre a Ucrânia, mas percebeu que já não tinha influência.

Lusa | 14:48 - 24/11/2022

Fornecimento de água em Kyiv restaurado

Hélio Carvalho | há 4 dias

O autarca da cidade de Kyiv anunciou através do Telegram que o fornecimento de água na capital ucraniana foi completamente reposto, depois dos ataques russos às infraestruturas de fornecimento elétrico e de água.

Ao longo do dia, tem sido também reposta também a energia elétrica gradualmente, apesar de muitos milhões de ucranianos continuarem sem luz.

Rússia nega ataque a Kyiv e atribui responsabilidades à defesa antiaérea

Lusa | há 4 dias

A Rússia negou hoje ter atacado Kyiv na quarta-feira e remeteu para os mísseis antiaéreos "ucranianos e estrangeiros" a responsabilidade pelos danos causados na capital ucraniana.

"Não foi feito nenhum ataque em Kyiv. Todos os danos na cidade relatados pelo regime de Kyiv são consequência da queda de mísseis antiaéreos estrangeiros e ucranianos, instalados em áreas residenciais da capital ucraniana", afirmou o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov.

Rússia nega ataque a Kyiv e atribui responsabilidades à defesa antiaérea

A Rússia negou hoje ter atacado Kyiv na quarta-feira e remeteu para os mísseis antiaéreos "ucranianos e estrangeiros" a responsabilidade pelos danos causados na capital ucraniana.

Lusa | 12:59 - 24/11/2022

Boris Johnson condecorado como cidadão honorário de Kyiv

Hélio Carvalho | há 4 dias

O antigo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, foi condecorado esta quinta-feira pela autarquia de Kyiv, passando a ser um cidadão honorário da capital ucraniana. Johnson visitou o país várias vezes, tornando-se num dos primeiros líderes europeus a visitar Kyiv após o início da guerra.

Numa publicação no Telegram, o autarca da capital, Vitali Klitschko, disse que Johnson era "um grande amigo da Ucrânia", que "fez e continuará a fazer todos os possíveis para garantir que o Reino Unido e os líderes mundiais ajudem com o apoio necessário a Ucrânia", aguardando que o antigo PM "volte a Kyiv para receber este prémio".

Ditador bielorrusso ameaça Ucrânia com "destruição"

Hélio Carvalho | há 4 dias

O presidente da Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko, o principal aliado do Kremlin na guerra na Ucrânia, voltou a dirigir ameaças a Kyiv esta quinta-feira, apelando para que os ucranianos deixem simplesmente de lutar.

Segundo um vídeo partilhado pela Sky News, Lukashenko, que se congratulou várias vezes por ser um ditador no seu país e cuja vitória eleitoral, em 2021, foi altamente contestada pela União Europeia e por todo o Ocidente, disse que "está tudo nas mãos da Ucrânia se eles não quiserem que um grande número de pessoas morra".

"É duro, é complicado, é difícil... Mas se eles quiserem, têm de parar, senão será a destruição da Ucrânia", afirmou. A Bielorrússia é o grande aliado da Rússia, permitindo a livre passagem de tropas russas em direção à Ucrânia ao longo da guerra.

Parlamento Europeu aprova empréstimo de 18 mil milhões de euros a Kyiv

Lusa | há 4 dias

O Parlamento Europeu (PE) aprovou hoje um empréstimo de 18.000 milhões de euros à Ucrânia, condicionado a reformas exigidas a Kiev para o país aderir à União Europeia (UE).

A decisão foi aprovada com 507 votos a favor, 38 contra e 26 abstenções, no último dia da sessão plenária de novembro, realizada na cidade francesa de Estrasburgo.

Parlamento Europeu aprova empréstimo de 18 mil milhões de euros a Kyiv

O Parlamento Europeu (PE) aprovou hoje um empréstimo de 18.000 milhões de euros à Ucrânia, condicionado a reformas exigidas a Kiev para o país aderir à União Europeia (UE).

Lusa | 12:22 - 24/11/2022

Roménia reconhece Holodomor como crime contra a humanidade

Hélio Carvalho | há 4 dias

A Roménia aprovou esta semana uma declaração que reconhece como crime contra a humanidade o Holodomor, o processo de fome forçado pela União Soviética contra a população ucraniana, entre 1932 e 1933. Apesar dos historiadores divergirem sobre a definição de genocídio, a verdade é que o Holodomor terá provocado entre 7 e 10 milhões de mortes, segundo os dados apresentados pela Organização das Nações Unidas.

Nos últimos meses, o governo ucraniano tem feito várias comparações ao Holodomor com a agressão russa, nomeadamente devido aos ataques a infraestruturas energéticas ou ao roubo de navios carregados de cereais ucranianos no Mar Negro.

Cirurgia ao coração de uma criança continuou mesmo sem luz em Kyiv

Notícias ao Minuto | há 4 dias

No dia em que se assinalam nove meses desde o início da guerra na Ucrânia, um vídeo de uma criança a ser operada às escuras, numa Kyiv sem luz, está a chocar o mundo.

A razão deste apagão são os ataques russos que danificam as infraestruturas energéticas, e que, por sua vez, impedem a possibilidade de realizar o trabalho médico em plenas condições.

Cirurgia ao coração de uma criança continuou mesmo sem luz em Kyiv

A história teve um final feliz e a criança ficou bem.

Notícias ao Minuto | 11:48 - 24/11/2022

Kremlin sugere deixar de fornecer países que apoiem teto na bolsa do gás

Hélio Carvalho | há 4 dias

O Kremlin avisou esta quinta-feira que pode deixar de fornecer gás natural e petróleo aos países que apoiem a implementação de um teto ao preço destes combustíveis fósseis.

Citado pela Sky News, o porta-voz do governo russo, Dmitry  Peskov, disse que "por agora, a posição do presidente Vladimir Putin é a de não fornecer petróleo e gás aos países que criarem e se juntarem ao teto aos preços", mas salientou que a Rússia vai "analisar tudo antes de formular uma posição".

Esta quinta-feira, os Estados-membros da União Europeia vão debater a criação de um teto ao preço do gás natural na bolsa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que está a ser preparado um nono pacote de sanções à economia russa.

UE prepara nono pacote de sanções contra a Rússia, diz von der Leyen

Sara Gouveia | há 4 dias

A União Europeia está a avançar com um nono pacote de sanções contra a Rússia em resposta ao ataque de Moscovo à Ucrânia, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante uma conferência de imprensa numa visita à Finlândia.

"Estamos a trabalhar intensamente para atingir a Rússia onde dói e reduzir ainda mais a sua capacidade de travar uma guerra contra a Ucrânia", referiu, anunciando que estão a "trabalhar a todo vapor num nono pacote de sanções".

"E estou confiante de que iremos em breve aprovar um teto global ao preço do petróleo russo com o G7 e outros grandes parceiros. Não descansaremos enquanto a Ucrânia não prevalecer sobre Putin e a sua guerra bárbara e ilegal", rematou.

Trinta e seis prisioneiros de guerra voltaram para a Ucrânia

Sara Gouveia | há 4 dias

Defensores da central de Azovstal, em Mariupol, estão entre os 36 prisioneiros de guerra que regressaram à Ucrânia como parte de uma troca com a Rússia. Entre os retornados estão também membros da Guarda Nacional capturados na central de Chernobyl durante os primeiros dias da invasão, segundo o Ministério Público ucraniano. 

No total, 22 membros da Guarda Nacional, oito guardas de fronteira, quatro militares da Marinha e um representante das Forças Armadas da Ucrânia foram trocados, juntamente com um civil.

Enquanto isso, fontes de Moscovo disseram que 35 militares russos foram devolvidos como parte da troca. 

Ucrânia diz que morreram 440 crianças desde o início da guerra

Sara Gouveia | há 4 dias

Centenas de crianças morreram em ataques russos nos últimos nove meses, informou a Procuradoria-Geral da Ucrânia. Os procuradores deram conta de que 440 morreram e mais de 847 ficaram feridos. 

Ainda ontem, uma jovem morreu em Kyiv após ataques com mísseis e uma adolescente de 17 anos ficou ferida. No dia anterior, um menino de 13 anos ficou gravemente ferido em Antonivka, região de Kherson, depois de um projétil ter atingido um carro. 

As crianças foram mais afetadas na região leste de Donetsk, seguida por Kharkiv, Kyiv, Mykolaiv e Zaporizhzhia. 

Os números não podem, no entanto, ser confirmados de forma independente.

Especialista militar diz que próximo ataque deverá demorar duas semanas

Sara Gouveia | há 4 dias

As forças russas precisam de cerca de duas semanas para acumular munição suficiente para romper as defesas aéreas da Ucrânia e infligir danos significativos, disse um especialista militar. Para Alexander Kovalenko, duas semanas é o "período médio de tréguas" para a Ucrânia, depois de as forças russas terem lançado 70 mísseis num ataque massivo ontem.

Os ataques mataram pelo menos 10 pessoas e causaram apagões de energia em grande parte do país. 

Kovalenko explicou que antes do próximo grande ataque, as forças russas precisam ainda de retirar os mísseis do armazenamento, fazer manutenção e planear a logística. "Também é digno de nota que, após o último ataque massivo na Ucrânia, não se passaram duas semanas completas, mas o ataque foi menos massivo do que o de 10 de outubro", acrescentou.

"Aparentemente, os russos estavam com pressa para a reunião no Parlamento Europeu", acrescentou, sugerindo que Moscovo planeou o ataque de ontem como resposta ao facto de a UE ter designado o país como Estado patrocinador do terrorismo. 

EUA temem que Rússia possa usar armas químicas na Ucrânia

Sara Gouveia | há 4 dias

O presidente russo, Vladimir Putin, pode usar armas químicas na Ucrânia se as suas tropas continuarem a perder terreno, avaliaram funcionários da administração Biden. Seis pessoas próximas do assunto revelaram ao Politico que Moscovo pode recorrer primeiro a armas químicas antes de considerar um confronto nuclear com a NATO. 

Os EUA querem monitorizar de perto qualquer uso potencial de armas químicas na Ucrânia e estão a pressionar os aliados a prepararem-se para isso. No entanto, nenhuma informação sugere, para já, que um ataque químico na Ucrânia seja iminente, disseram. 

Em vez disso, espera-se que os combates desacelerem durante os meses de inverno. 

Funcionários e especialistas disseram ao jornal que algumas armas podem ser usadas para um ataque em massa ao serem transformadas em aerossol ou usadas em munições. 

"Não há aquecimento ou água". O retrato de um dia numa Kyiv às escuras

Sara Gouveia | há 4 dias

A maioria da capital ucraniana está a sofrer com cortes de energia depois do ataque russo com míssil, na quarta-feira. O antigo ministro da Economia, Tymofiy Mylovanov, que vive em Kyiv, recorreu ao Twitter para descrever a experiência. 

"Bom dia. Dia 2 do mais recente apagão em Kyiv. Não há eletricidade, aquecimento ou água. No exterior a temperatura é gelada. O apartamento ainda está quente dos dias anteriores. Vamos ver quanto tempo dura", começou por escrever, descrevendo ainda que têm "mantas, sacos-cama e roupas quentes".

Mylovanov referiu que a sua preocupação não é o frio para já, pelo menos até a temperatura chegar até aos 10 ºC negativos, "mas a água é outro problema". "O problema são as casas de banho. Temos acumulados 100 litros de água e há neve na nossa varanda. Mas cada vez que a tentamos ir buscar, deixamos entrar o frio, não é bom", pode ler-se.

"Para já a rede de telemóvel funciona, apesar de a qualidade variar e tenho internet. Ontem fomos a uma mercearia para comprar mais algumas coisas, caso haja escassez. A comida está lá, sem filas. O desafio é pagar. A maioria funciona a dinheiro e só alguns estão ligados para aceitar cartões - que funcionam pela rede de telemóvel".

Veja aqui a galeria.

Centrais nucleares devem voltar a funcionar até esta noite

Sara Gouveia | há 4 dias

Três centrais nucleares tiveram de ser desligadas devido a ataques de mísseis russos ontem, o que gerou problemas para o fornecimento de energia da Ucrânia. O ministro da Energia, German Galushchenko, anunciou agora que as centrais devem estar a funcionar novamente até à noite desta quinta-feira

"Esperamos que à noite as centrais nucleares comecem a funcionar e a fornecer energia para a rede, isso reduzirá significativamente o déficit [de energia]", disse. 

Os ucranianos foram instados a economizar energia sempre que possível.

Hungria vai enviar 187 milhões em ajuda à Ucrânia

Sara Gouveia | há 4 dias

A Hungria concordou em enviar 187 milhões de euros em ajuda financeira para a Ucrânia, como parte de um pacote de apoio da União Europeia. 

O governo do primeiro-ministro Viktor Orbán disse estar disposto a pagar a sua parte do apoio à Ucrânia, mas prefere pagá-lo bilateralmente do que ver novamente empréstimos conjuntos da UE a sustentar as economias como aconteceu durante a pandemia do Covid-19. 

Orbán foi pressionado a desculpar-se no início da semana depois de ter publicado uma fotografia a usar um cachecol que retratava a Hungria histórica onde estavam incluídas partes da Ucrânia e países vizinhos.

Diretor europeu da OMS visitou hospitais destruídos em Dnipro

Sara Gouveia | há 4 dias

O diretor europeu da Organização Mundial da Saúde visitou hospitais destruídos e conversou com as equipas médicas, na cidade de Dnipro, no centro da Ucrânia. Hans Kluge disse estar "triste" e "indignado" com os ataques russos a instalações médicas, classificando-os como uma "violação muito clara da lei internacional". 

A Rússia negou ter atingido a infraestrutura civil, mas hospitais em toda a Ucrânia foram danificados ou destruídos em ataques - incluindo uma maternidade em Zaporíjia na quarta-feira. 

Durante a visita, Kluge doou um gerador de eletricidade a um hospital que funcionava na escuridão depois de ter sido bombardeado. Disse ainda que pelo menos 700 instalações médicas foram atacadas na Ucrânia desde o início da invasão.

Zelensky denuncia à ONU "crime contra a humanidade"

Lusa | há 4 dias

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, denunciou à ONU o ataque da Rússia à infraestrutura energética do país, o que classificou como um "crime contra a humanidade". "Com temperaturas abaixo de zero, vários milhões de pessoas sem abastecimento de energia, sem aquecimento e sem água, trata-se, obviamente, de um crime contra a humanidade", afirmou Zelensky, que falava, por vídeo, ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, no âmbito de uma reunião de emergência que o próprio solicitou.

Um balanço feito pelo Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês) indica que a escalada de ataques deixou completamente sem eletricidade regiões como Lviv, no oeste, Zaporíjia (Zaporizhzhya) e Odessa, no sul, e Chernihiv, no norte. Os apagões estão também a afetar grandes partes das regiões centrais de Vinnytsya e Dnipro, Khmelnitsk, mais a oeste, Kharkiv e Sumi no nordeste, Mykolaiv no sul e a capital, Kyiv.

Zelensky denuncia à ONU "crime contra a humanidade"

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, denunciou hoje à ONU o ataque da Rússia à infraestrutura energética do país, o que classificou como um "crime contra a humanidade".

Lusa | 23:09 - 23/11/2022


  

ONU alerta para risco de "inverno catastrófico" na Ucrânia após ataques

Lusa | há 4 dias

A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou hoje para o risco de um "inverno catastrófico" para milhões de ucranianos após os mais recentes "ataques implacáveis e generalizados" por parte da Rússia contra civis e importantes infraestruturas.

Em mais uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para debater a situação na Ucrânia, e convocada de urgência, a subsecretária-geral para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz da ONU, Rosemary DiCarlo, deu detalhes sobre a nova onda de ataques russos com recurso a mísseis e drones que, durante a noite passada, aterrorizou o povo de Kyiv, Odessa, Lviv, Mykolaiv, Kharkiv e Zaporíjia (Zaporizhzhya).

"Enquanto os ucranianos procuravam desesperadamente abrigo dos bombardeamentos, eles também tiveram que lidar com temperaturas congelantes. De facto, esses últimos ataques renovam o medo de que este inverno seja catastrófico para milhões de ucranianos, que enfrentam a perspetiva de meses de frio sem aquecimento, eletricidade, água ou outros serviços básicos", disse DiCarlo.

Ucrânia. ONU alerta para risco de "inverno catastrófico" após ataques

A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou hoje para o risco de um "inverno catastrófico" para milhões de ucranianos após os mais recentes "ataques implacáveis e generalizados" por parte da Rússia contra civis e importantes infraestruturas.

Lusa | 22:11 - 23/11/2022

 

Para recordar

Sara Gouveia | há 4 dias
  • Representante da ONU elogia troca de prisioneiros de guerra. A subsecretária-geral para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz da ONU, Rosemary DiCarlo, disse ao Conselho de Segurança da ONU que a troca de 35 prisioneiros russos e 36 ucranianos que foi anunciada hoje foi um desenvolvimento positivo no meio das "notícias sombrias" relacionadas com os ataques russos sobre a Ucrânia.
  • Energia restaurada na maioria do território moldavo. A energia foi restaurada na maior parte do território moldavo ao final de quarta-feira, horas após os ataques de mísseis russos sobre a vizinha Ucrânia terem causado apagões em metade do país. A informação foi avançada pelas autoridades locais, aqui citadas pela Reuters.
  • UE ainda sem acordo quanto a teto máximo ao preço do petróleo russo. Os governos da União Europeia não conseguiram chegar a um acordo, esta quarta-feira, sobre o teto máximo a impor aos preços do petróleo russo transportado por via marítima e retomarão as conversações na quinta-feira à noite ou, eventualmente, na sexta-feira, disseram diplomatas do bloco europeu aqui citados pela Reuters.
  • Rússia cessa funções do Comité do Património Mundial da Unesco. A Rússia cessou hoje funções do Comité do Património Mundial a que presidia, órgão central para a preservação dos sítios culturais e naturais do mundo da Unesco, adiantou fonte diplomática.

Início de cobertura

Sara Gouveia | há 4 dias

Bom dia. Iniciamos um novo dia a acompanhar AO MINUTO os principais acontecimentos da guerra na Ucrânia. Pode recordar tudo o que se passou na quarta-feira abaixo:

AO MINUTO: Teto máximo ao petróleo? UE sem acordo; "Inverno catastrófico"

Acompanhe aqui AO MINUTO os mais recentes desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia.

Notícias ao Minuto | 07:54 - 23/11/2022

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