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Filipinas pedem explicações sobre incidente naval nas Ilhas Spratly

As Filipinas pediram hoje ao Governo chinês explicações sobre um recente incidente naval entre as guardas costeiras dos dois países nas Ilhas Spratly, no mar do Sul da China, que Manila e Pequim reivindicam como parte do território.

Filipinas pedem explicações sobre incidente naval nas Ilhas Spratly
Notícias ao Minuto

06:42 - 24/11/22 por Lusa

Mundo Teresa Daza

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros filipino, Teresa Daza, salientou que as Filipinas enviaram este ano a Pequim 189 outros protestos diplomáticos sobre provocações de embarcações chinesas em águas que Manila considera territoriais.

Este último caso ocorreu no domingo, quando um barco filipino tentou recolher um objeto não identificado à deriva perto de uma ilha controlada por Manila e foi bloqueado por embarcações chinesas que, "à força" se apropriaram dos destroços, disse a marinha filipina na segunda-feira.

A embaixada chinesa em Manila disse, após o incidente, que os destroços pertenciam a um foguete lançado por Pequim e que se encontrava perto da ilha de Pag-asa, um ilhéu ocupado pelas Filipinas - cerca de 570 quilómetros da costa ocidental da ilha filipina de Palawan.

A missão diplomática chinesa negou que a sua guarda costeira tenha obtido os destroços pela força, dizendo que a ação aconteceu após uma negociação "amigável" com as autoridades filipinas.

No entanto, o Presidente filipino, Ferdinand Marcos, disse na terça-feira que as explicações da China "não coincidiam" com aquelas fornecidas pela marinha.

A China e as Filipinas têm uma disputa territorial histórica sobre a soberania de várias ilhas e atóis no mar do Sul da China, que Pequim reivindica na sua totalidade e colide com a reivindicação territorial de Manila ao Atol de Scarborough e a parte do arquipélago de Spratly.

A tensão entre Pequim e Manila coincidiu com uma visita às Filipinas da vice-presidente norte-americana, Kamala Harris, que esteve também em Palawan, a costa filipina mais próxima dos Spratlys e a cerca de 220 quilómetros de algumas das bases militares construídas pela China nestes ilhéus.

Marcos, que está a tentar manter uma delicada equidistância entre as duas superpotências, visita a China em janeiro para se encontrar com o Presidente chinês, Xi Jinping, a fim de reduzir a tensão entre os dois países sobre a disputa territorial.

Xi e Marcos encontraram-se pela primeira vez na semana passada à margem da cimeira de líderes da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC) em Banguecoque.

Durante a reunião na Tailândia, o Presidente chinês defendeu que a China e as Filipinas "deveriam trabalhar em conjunto para (...) manter a paz e a estabilidade na região", enquanto Marcos defendeu a conclusão do Código de Conduta vinculativo no mar do Sul da China.

Além das Filipinas e da China, Vietname, Malásia, Taiwan e Brunei reivindicam parte deste mar estratégico, através do qual 30% do comércio global flui e que alberga 12% das zonas de pesca do mundo, bem como campos de petróleo e gás.

Leia Também: Kamala Harris promete compromisso 'inabalável' com as Filipinas

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