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França pondera enviar mais armas Caesar para a Ucrânia

A França está a equacionar o envio para a Ucrânia de novas armas Caesar, a peça central da artilharia francesa que tem ajudado a tentar expulsar o exército russo do território ucraniano, informou hoje o Presidente, Emmanuel Macron.

França pondera enviar mais armas Caesar para a Ucrânia

"Estamos a trabalhar em vários pedidos, com vários estados-membros da União Europeia, em particular sobre novos Caesar", anunciou o Presidente francês, numa conferência de imprensa após a primeira reunião da Comunidade Política Europeia, em Praga.

Desde o início do conflito, a França forneceu à Ucrânia 18 canhões Caesar de 155 mm, montados em camiões, com um alcance de 40 quilómetros, mísseis antitanque e antiaéreos, veículos blindados, combustível, equipamento individual e cerca de 15 canhões TRF1 de 155 mm.

Paris está agora a considerar disponibilizar a Kiev mais seis a 12 armas Caesar, destinadas a uma encomenda para a Dinamarca, revelou à agência AFP uma fonte próxima do processo.

A França está também a estudar a possibilidade de fornecer ao Governo ucraniano 20 veículos blindados Bastion.

Os 27 estados-membros da União Europeia irão na sexta-feira, em Praga, "discutir estas questões, alguns mecanismos", adiantou o Presidente francês.

"Continuaremos a apoiar a Ucrânia do ponto de vista financeiro, do ponto de vista humanitário e do ponto de vista militar", afirmou Macron.

Segundo o Presidente gaulês, "esta assistência continuará a ser em termos de equipamento e formação", em linha com o que tem acontecido nos últimos meses.

"Continuamos a avançar com base nos pedidos que são feitos e a coordenar de forma estreita entre membros da UE e não membros da UE", acrescentou, referindo-se ao Reino Unido.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.114 civis mortos e 9.132 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Leia Também: AO MINUTO: Biden admite reunião com Putin; Desertores pedem asilo a EUA

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