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Zelensky aponta avanços "rápidos e poderosos" dos ucranianos no sul

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, destacou hoje que as forças ucranianas estão a alcançar avanços "rápidos e poderosos" no sul do país, acrescentando que "dezenas" de localidades foram reconquistadas esta semana nas quatro regiões recentemente anexadas por Moscovo.

Zelensky aponta avanços "rápidos e poderosos" dos ucranianos no sul

O Exército ucraniano está a fazer "avanços bastante rápidos e poderosos no sul" do país, destacou o chefe de Estado ucraniano durante o habitual discurso noturno diário, divulgado na rede social Telegram.

"Dezenas de localidades foram libertadas só esta semana" nas quatro regiões anexadas pela Rússia no final da semana passada, ou seja, no sul e no leste da Ucrânia, acrescentou.

Volodymyr Zelensky realçou que dezenas de localidades foram libertadas do "pseudo-referendo russo", apontando para as regiões de Kherson, Lugasnk e Donetsk, anexadas por Moscovo, e ainda Kharkiv.

O governante destacou, em particular, oito localidades reconquistadas pelos ucranianos na região de Kherson, no sul, onde o Exército russo recuou, de acordo com mapas apresentados hoje pelo Ministério da Defesa russo, garantindo que a lista "está longe de ser a completa".

Os mapas divulgados por Moscovo, comparados com o dia anterior, mostram que as forças russas deixaram um grande número de localidades na região de Kherson, em particular a de Dudtchany, na margem ocidental do rio Dnieper, região que o Exército ucraniano tem lutado há várias semanas para romper.

O mapa da região de Kharkiv, no nordeste, mostra que os russos deixaram quase toda a margem leste do rio Oskil, a última área da região que ainda controlavam.

"Os nossos soldados não param. É apenas uma questão de tempo antes de expulsarmos o ocupante de todas as nossas terras", assegurou o chefe de Estado ucraniano.

As forças ucranianas continuam a reconquistar território a Moscovo, enquanto o Presidente russo, Vladimir Putin, altera chefias militares no terreno, apontaram hoje os analistas de um 'think-tank' (grupo de reflexão) norte-americano.

No relatório do grupo de reflexão pode ler-se que a contraofensiva ucraniana fez "avanços significativos", ao mesmo tempo que "a elite militar russa está a degradar-se" e a mostrar evidentes sinais de descoordenação, mostrando-se incapaz de travar as incursões das forças comandadas por Kiev.

Vladimir Putin formalizou na sexta-feira em Moscovo a anexação de quatro regiões ucranianas - de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - áreas parcialmente ocupadas pela Rússia no leste e sul da Ucrânia, após a realização de referendos, considerados ilegais por grande parte da comunidade internacional.

A Duma, câmara baixa do parlamento russo, ratificou na segunda-feira os tratados de anexação, enquanto o Senado russo aprovou hoje por unanimidade as leis de ratificação dos tratados.

As quatro regiões representam cerca de 15% do território da Ucrânia, ou cerca de 100.000 quilómetros quadrados, um pouco mais do que a dimensão de países como a Hungria e Portugal ou um pouco menos do que a Bulgária, segundo a agência espanhola EFE.

O processo legislativo no Parlamento de Moscovo coincidiu com a perda de territórios no Donbass, no sul da Ucrânia, obrigando Putin a decretar a mobilização parcial (reservistas) para as Forças Armadas.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.114 civis mortos e 9.132 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

[Notícia atualizada às 21h23]

Leia Também: "Estão no inferno". Mulher de militar de Azovstal apela à sua libertação

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