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Número de soldados mortos em ataque islâmico no Burkina Faso sobe para 27

O número de soldados mortos no ataque de extremistas islâmicos no norte do Burkina Faso em 26 de setembro subiu para 27, de acordo com um documento do exército hoje divulgado.

Número de soldados mortos em ataque islâmico no Burkina Faso sobe para 27

O texto, assinado pelo coronel Coulibaly Sibiri e dirigido aos chefes das forças armadas e capelães militares, informa que os soldados mortos serão sepultados em Ouagadougou, a capital do país, na próxima sexta-feira.

No passado dia 27 de setembro, o Governo do país avançou números provisórios que davam conta de, pelo menos, 11 soldados mortos, 28 feridos (entre os quais 20 soldados e oito civis) e 50 civis desaparecidos em resultado do ataque, levado a cabo por grupos extremistas islâmicos contra um comboio perto da cidade de Gaskindé (província de Soum, região do Sahel).

Às primeiras horas de 30 de outubro, os militares ocuparam áreas estratégicas em Ouagadougou, e deram início a um golpe que levou à deposição e expulsão do país do chefe da junta militar que tomou o controlo do país em 24 de janeiro, tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba.

No mesmo dia, à noite, os soldados liderados pelo capitão Ibrahim Traoré anunciaram numa mensagem à nação a dissolução da Constituição e do Governo de transição, entre outras medidas, confirmando assim o segundo golpe de Estado no país em oito meses.

O golpe liderado em janeiro por Damiba (agora refugiado no Togo) ocorreu após um ataque a um posto da polícia do país em novembro de 2021, que causou 53 mortes e provocou uma agitação social generalizada e fortes protestos exigindo a demissão do então Presidente, Roch Marc Christian Kaboré.

O Burkina Faso é palco de ataques de grupos extremistas islâmicos associados à Al-Qaida e ao Estado Islâmico desde abril de 2015, cujas ações estão na origem da deslocação de quase dois milhões de pessoas.

A junta militar que governava o Burkina Faso desde janeiro vinha a realizar operações militares contra estes grupos em várias regiões do país, mas a segurança não melhorou durante os oito meses de Damiba no poder, e esse foi o pretexto utilizado pelos novos golpistas para forçar o seu derrube.

No primeiro discurso ao país, Traoré comprometeu-se a respeitar os compromissos feitos pela junta militar anterior assumidos perante a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que hoje enviou ao país uma delegação, chefiada por Suzi Carla Barbosa, ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau -- país que atualmente preside à organização regional africana.

Leia Também: Burkina Faso. "Espanto" com apelos à perturbação da missão da CEDAO

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