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Burkina Faso. "Espanto" com apelos à perturbação da missão da CEDAO

O novo homem forte do Burkina Faso, capitão Ibrahim Traoré, expressou o seu "espanto" perante os apelos à perturbação de uma visita planeada para hoje de uma delegação da África Ocidental a Ouagadougou.

Burkina Faso. "Espanto" com apelos à perturbação da missão da CEDAO
Notícias ao Minuto

10:54 - 04/10/22 por Lusa

Mundo Ibrahim Traoré

Traoré, que derrubou o anterior chefe da junta militar, no poder desde janeiro, o tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba, afirmou num comunicado que a missão -- liderada pela ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Suzi Carla Barbosa - é um "contacto" da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) com as "novas autoridades da transição" no Burkina Faso, no contexto do "apoio de que o país beneficia" dos seus vizinhos da África Ocidental.

O novo líder da junta militar manifestou ainda "espanto e pesar" pela "circulação de mensagens a apelar ao impedimento do bom funcionamento da missão" da CEDEAO, cuja presidência rotativa é assumida atualmente pela Guiné-Bissau.

Na segunda-feira à noite, pequenos grupos montaram bloqueios de estradas no centro de Ouagadougou para protestar contra a chegada da delegação da CEDEAO e as redes sociais foram inundadas com mensagens com apelos ao boicote da visita.

A CEDEAO é regularmente criticada na África Ocidental pelos seus opositores como uma organização que defende sistematicamente os líderes em exercício, sem ter em conta as aspirações do povo.

Além da chefe da diplomacia guineense, a delegação da CEDEAO integra o ex-presidente nigeriano Mahamadou Issoufou, mediador da organização para o Burkina Faso.

A organização regional africana desloca-se a Ouagadougou para avaliar a situação no Burkina Faso após a demissão de Damiba, forçada por Traoré, que o responsabilizou pela "contínua deterioração da situação de segurança" no país, atormentado pela violência extremista islâmica desde 2015.

Ibrahim Traoré prometeu respeitar os compromissos assumidos pelo seu antecessor na CEDEAO sobre a organização de eleições e a devolução do poder a um Governo civil até julho de 2024.

Na sexta-feira, um grupo de militares, liderados por Traoré, levou a cabo um golpe de Estado e derrubou Damiba, que governava o país desde janeiro.

Numa mensagem dirigida à nação, transmitida pela televisão estatal RTB, os protagonistas do golpe de Estado acusaram Damiba de se desviar do ideal do Movimento Patriótico para a Salvaguarda e a Restauração (MPSR), nome da junta que assumiu o poder na sequência de um outro golpe de Estado, em 24 de janeiro.

O balanço provisório oficial do golpe na sexta-feira apontava para 11 mortos e 28 feridos, entre militares, voluntários que apoiam as Forças Armadas e civis e cerca de 50 civis desaparecidos.

O Burkina Faso tem sofrido ataques de extremistas islâmicos frequentes desde abril de 2015, cometidos por grupos ligados tanto à Al-Qaida como ao grupo Estado Islâmico, cujas ações afetam 10 das 13 regiões do país.

Em novembro de 2021, um ataque a um posto da polícia causou 53 mortes (49 agentes e quatro civis), o que levou a uma agitação social generalizada, que resultou em fortes protestos exigindo a demissão do então Presidente Roch Marc Christian Kaboré.

Alguns meses mais tarde, em 24 de janeiro, os militares liderados por Damiba tomaram o poder num golpe de Estado - o quarto na África Ocidental desde agosto de 2020 - e depuseram Kaboré.

Leia Também: Ministra da Guiné-Bissau no Burkina Faso no quadro da CEDEAO

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