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Três refugiados rohingya e 20 desaparecidos em naufrágio de barco

O naufrágio de um barco que transportava refugiados rohingya provocou hoje três mortos e 20 desaparecidos, anunciaram as autoridades do Bangladesh.

Três refugiados rohingya e 20 desaparecidos em naufrágio de barco

A embarcação dirigia-se para a Malásia e "afundou-se após sair da costa às 05:30 [hora local, 00:30 em Lisboa], devido ao mau tempo na Baía de Bengala", disse um porta-voz da guarda costeira do Bangladesh à agência francesa AFP.

A polícia do Bangladesh anunciou que recuperou três cadáveres que foram arrastados para a costa.

"São três jovens rohingya com idades entre os 18 e os 20 anos", disse a inspetora da polícia Nur Mohammad à AFP.

O comandante da guarda costeira Ashiq Ahmed disse que o navio tinha provavelmente cerca de 65 pessoas a bordo.

"Salvámos 45 pessoas, incluindo 41 refugiados rohingya e quatro bangladechianos", precisou.

Ahmed disse que estava em curso uma operação para tentar encontrar as pessoas desaparecidas.

De acordo com a agência da ONU para assuntos humanitários, O povo rohingya tem enfrentado décadas de discriminação sistemática e violência no estado de Rakhine, em Myanmar, um país com uma população maioritariamente budista.

A fuga para o Bangladesh registou picos significativos em 1978, 1991-1992 e 2016, mas a ofensiva lançada pelo exército birmanês em 2017 provocou o maior afluxo de refugiados ao país vizinho.

"Desde então, mais de 773.000 rohingya, incluindo mais de 400.000 crianças", fugiram para a cidade costeira de Cox's Bazar, no sudeste do Bangladesh, segundo a ONU.

Atualmente, mais 943.000 rohingya apátridas vivem em 34 campos "extremamente congestionados", um dos quais acolhe mais de 635.000 refugiados, de acordo com a ONU.

Em julho deste ano, o Tribunal Internacional de Justiça, a maior instância jurídica da ONU, decidiu que tinha jurisdição para julgar uma acusação de genocídio contra os militares de Myanmar apresentada pela Gâmbia.

Em março, os Estados Unidos declararam oficialmente, pela primeira vez, que a minoria rohingya tinha sido vítima de genocídio perpetrado pelo exército birmanês em 2016 e 2017.

Os rohingya recusam-se a regressar a Myanmar até lhes serem concedidos direitos de cidadania e garantias de segurança no país do sudeste asiático.

Todos os anos, centenas de refugiados pagam a contrabandistas e arriscam a vida em barcos inseguros para tentar chegar à Malásia, onde vivem muitos rohingya.

Leia Também: Angela Merkel recebe prémio da ONU por proteção de refugiados

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