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Ex-presidente argentino diz que UE é "parceiro natural" da América Latina

O ex-presidente da Argentina Mauricio Macri considerou hoje que a União Europeia (UE) é um "parceiro natural" da América Latina e que aquela região pode ter um "lugar cimeiro" na política mundial, mas tem que se "livrar do populismo".

Ex-presidente argentino diz que UE é "parceiro natural" da América Latina

A participar num painel no IV Fórum de La Toja-Vínculo Atlântico sob o tema "Ibero América na nova ordem internacional", que está a decorrer na Ilha de La Toja, em Espanha, o ex-chefe de Estado argentino apontou o "fortalecer do sistema democrático" como o "primeiro desafio" que a América Latina precisa de vencer.

No mesmo debate, o secretário-geral Ibero-Americano, o chileno Andrés Allamand, defendeu que a América Latina tem que "aproveitar a reconfiguração mundial" que está a ser feita e apresentar-se "com toda a força", mostrando ser "uma solução e não um problema".

O papel da América Latina foi igualmente abordado pelo terceiro participante, o presidente do Elcano Royal Institute, Jose Juan Ruiz, que considerou "impensável" pensar nos problemas globais da atualidade "sem ter a visão" da América Latina.

Macri, que insistiu ao longo de todo o debate na importância de combater as políticas populistas, deixou um apelo ao setor privado para que não vire as costas a essa luta: "O populismo é algo muito contagioso, muito perigoso e está a invadir o mundo inteiro. Infelizmente fomos nós [Argentina] que o inventamos, com Evita Péron, mas a responsabilidade de combater essa política tão atrativa não é só de um setor da política".

Para aquele ex-chefe de Estado, o setor privado "tem um papel fundamental em manter o valor da iniciativa privada, de manter a procura pela felicidade no êxito pessoal, de procurar a sua própria atividade sem depender do subsídio do Estado".

"Precisamos de apostar na estabilização do sistema democrático, fortalecer a institucionalidade e a abertura (...) temos que nos livrar deste populismo e ver na UE um parceiro natural", referiu Macri.

Jose Juan Ruiz salientou que a América Latina tem "um potencial que não está explorado" e que aquela região não pode ser arredada da nova ordem mundial.

"Não podemos pensar nos problemas globais do mundo sem ter a visão latino-americana (...). A América Latina tem que estar nesta conversa global", defendeu.

Segundo aquele responsável, a América Latina "tem soluções para muitos dos problemas globais e tem que fazer passar essa mensagem".

No mesmo sentido, Andrés Allamand afirmou que a América Latina "tem que entrar com toda a força" na discussão de políticas internacionais.

"Há uma reconfiguração mundial e a América Latina tem que se questionar como é que se vai posicionar", frisou.

E enumerou: "Tem de fazer duas coisas. Primeiro, apresentar-se ao mundo com o seu projeto. A aspiração da América Latina é um projeto que tem que ser de política democrática, prosperidade social e esse projeto é muito parecido com o projeto europeu. Segundo, tem que se apresentar dizendo que vai acrescentar e não dar problemas".

Tal como Macri já havia feito, também Andrés Allamand apontou que a Europa e o bloco sul-americano "tem uma afinidade muito forte" e uma "relação que tem potencial".

"Temos que apresentar o nosso projeto e a sua força e encontrar sócios para essa integração e um parceiro fundamental e natural é a Europa", disse.

O ex-Presidente argentino deixou ainda um pedido a Espanha para que quando assumir a presidência semestral do Conselho da UE, em 2023, trabalhe no sentido de "desbloquear as relações" entre os dois blocos geográficos.

Até sábado, vão passar pelos vários painéis do Fórum La Toja personalidades como os ex-primeiros-ministros espanhóis Felipe González e Mariano Rajoy, responsáveis por várias companhias europeias ligadas à energia e o ex-governador do Banco de Portugal Carlos Costa.

Nesta quarta edição, o Fórum La Toja debruça-se sobre temas como a segurança energética na Europa, cibersegurança, inflação, desafios demográficos, coesão territorial, entre outros.

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