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Papa pede dignidade para migrantes no dia em que Itália vai a votos

O Papa pediu hoje aos governantes iniciativas eficazes para acabar com a guerra na Ucrânia e, no dia em que Itália deverá eleger uma coligação de direita, apelou para que os migrantes possam viver com paz e dignidade.

Papa pede dignidade para migrantes no dia em que Itália vai a votos

"Este domingo, a Igreja celebra o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, sobre o tema 'Construir o futuro com os migrantes e refugiados'. Renovemos o nosso compromisso de construir o futuro segundo o projeto de Deus: Um futuro em que cada pessoa encontre o seu lugar e seja respeitada; onde os migrantes, refugiados, deslocados e vítimas de tráfico possam viver em paz e com dignidade", disse o pontífice.

Após celebrar em Matera, no centro de Itália, a missa que encerrou o Encontro Eucarístico Italiano, Francisco recordou que "é também graças a estes irmãos e irmãs que as comunidades podem crescer a nível social, económico, cultural e espiritual e partilhar as diferentes tradições enriquece o povo de Deus".

"Comprometamo-nos todos a construir um futuro mais inclusivo e fraterno", disse, no dia em que Itália vota em eleições gerais, em que se prevê a vitória de uma coligação de direita que prometeu combater a imigração.

Na mesma ocasião, o líder da Igreja católica pediu paz para a Ucrânia.

"Que Maria, rainha da paz, console o povo ucraniano e obtenha para os líderes das nações a força de vontade para encontrar imediatamente iniciativas eficazes que conduzam ao fim da guerra", disse Francisco.

O Papa tem insistido, nos últimos meses, em expressar a sua solidariedade com o povo ucraniano.

Na última quarta-feira, lamentou "a terrível situação da atormentada Ucrânia" e denunciou "a dor deste povo, as ferocidades, as monstruosidades, os cadáveres torturados", como lhe contou o cardeal Konrad Krajewski, que se encontra na Ucrânia pela quarta vez para levar ajuda.

O secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, reuniu-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, à margem da Assembleia-Geral da ONU.

Francisco pediu ainda que se "escute o grito de dor" pela morte de crianças numa escola bombardeada em Myanmar (antiga Birmânia), "onde há mais de dois anos esse nobre país se vê açoitado por graves confrontos armados e violências, que causaram muitas vítimas e deslocados".

"Que o grito destes pequenos não caia no esquecimento! Estas tragédias não têm que acontecer!", apelou.

Segundo a Unicef, Pelo menos 11 crianças morreram e 15 ficaram desaparecidas no dia 16, após um bombardeamento e ataque terrestre do exército birmanês contra áreas civis, incluindo uma escola, na região birmanesa de Sagaing.

Francisco viajou hoje para Matera para celebrar uma missa no estádio Municipal XXI Settembre perante cerca de 12.500 fieis, enquanto no sábado esteve em Assis para participar na iniciativa "Economia de Francisco".

Leia Também: Itália. Inicio da votação para as legislativas

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