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Venezuela acusa opositores de roubar e emite 23 mandados de detenção

A Venezuela acusou hoje o ex-presidente da Colômbia Iván Duque e os opositores Juan Guaidó e Leopoldo López de participarem num alegado esquema para "roubar" e desmantelar a empresa colombo-venezuelana Monómeros, filial da petrolífera venezuelana.

Venezuela acusa opositores de roubar e emite 23 mandados de detenção

"Juan Guaidó, Leopoldo López e Iván Duque, são a trilogia do mal, juntos planeavam roubar Monómeros, uma indústria colombiana-venezuelana que gera 70% de fertilizantes para a produção de alimentos na Colômbia, um ativo que pertence ao povo venezuelano", disse o ministro venezuelano de Petróleo, Tareck El Aissami.

"Já temos o controlo total e absoluto da empresa Monómeros na Colômbia. No Ministério Público estão quatro denúncias e quatro processos abertos de 2019, 2020 e 2021, e no dia de hoje já temos 23 mandados de captura contra venezuelanos diretamente envolvidos nesta ação criminosa, nesta terrível tragédia", explicou o também vice-ministro da Economia, numa conferência de imprensa.

Segundo Tarek William Saab trata-se de 23 pessoas que foram alvo de mandados de captura internacional pelos delitos de usurpação de funções, conspiração para cometer crimes e legitimação de capitais.

"Foi iniciada uma auditoria profunda, que mostrará o esquema de corrupção e como esta empresa foi utilizada para o enriquecimento de pessoas ligadas à extrema-direita", sublinhou.

Segundo o ministro venezuelano "depois de Monómeros ter sido uma das empresas mais poderosas da Colômbia, é hoje um cemitério de ruínas, totalmente devastado, com uma capacidade de produção de 0%".

Tarek William Saab precisou que a Colômbia se negou a reconhecer a direção da empresa nomeada pelo Presidente Nicolas Maduro e aceitou uma junta paralela imposta pela oposição venezuelana.

O Presidente Nicolás Maduro, acrescentou Saab, deu instruções para recuperar a Monómetros que Caracas espera que "com o restabelecimento da cooperação judicial entre a Venezuela e a Colômbia, se facilite a extradição de alguns dos envolvidos, que ainda se encontram no vizinho país".

"Esperamos que sejam capturado e colocados à ordem da justiça venezuelana", frisou.

Saab enfatizou que este deverá ser "um dos mais espantosos ficheiros sobre corrupção", nomeadamente com contratos que foram deliberadamente feitos para conseguir decretar a insolvência económica de Monómeros e com eles a falência da empresa.

O ministro disse ainda que há indícios de que foram criadas "empresas de fachada" que prestavam alegadas assessorias à Monómeros, para justificar o pagamento a familiares e dirigentes opositores venezuelanos.

Segundo a imprensa venezuelana o opositor Leopoldo López (líder do partido Vontade Popular ao qual pertencia Juan Guaidó e atualmente asilado na Espanha) nega as acusações.

Desde 2020 que a Venezuela tem dois parlamentos paralelos, um eleito em 2015 de maioria opositora e a Assembleia Nacional eleitora em dezembro de 2019, onde a chavismo detém a maioria.

Em julho, o parlamento opositor divulgou o resultado de uma investigação em que acusava o administrador da Monómeros Guillermo Rodríguez Laprea de ser responsável por estabelecer contratos prejudiciais para a empresa, com recomendação para a destituição imediata de vários funcionários da empresa, eximindo de culpa o líder opositor Juan Guaidó.

Apesar da divulgação do documento a oposição não chegou a um consenso sobre as destituições.

A Monómeros Colombo Venezolanos S.A. é uma filial petroquímica da empresa estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA).

Em janeiro de 2019 o líder opositor Juan Guaidó e presidente do Parlamento, jurou publicamente assumir as funções de presidente interino da Venezuela, até afastar Nicolás Maduro do Poder.

A Colômbia foi um dos países que apoiou Juan Guaidó que em maio de 2019, tomou o controlo da Monómeros e nomeou novos diretores para a empresa, alegadamente com a intenção de que os EUA e países aliados levantassem as sanções internacionais contra a Venezuela.

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