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Separatistas de Donetsk denunciam ataque contra mercado com seis mortos

As autoridades pró-russas de Donetsk acusaram hoje as forças ucranianas de terem provocado seis mortos e seis feridos num ataque contra um mercado da cidade do leste da Ucrânia.

Separatistas de Donetsk denunciam ataque contra mercado com seis mortos

"De acordo com as informações que estamos a receber, seis pessoas morreram e seis ficaram feridas no bombardeamento do mercado de Kryty", disse o chefe do governo local, Alexei Koulemzine, na rede social Telegram, citado pela agência francesa AFP.

Os 'media' separatistas divulgaram imagens em que se via um autocarro queimado e pelo menos um cadáver na estrada.

O presidente do movimento Unidos com a Rússia, Vladimir Rogov, falou em seis feridos num "ataque terrorista", segundo a agência russa TASS.

O chefe de Donetsk antes de a região ter ficado sob controlo russo, Ivan Fedorov, referiu um balanço de três mortos, mas acusou os ocupantes russos de responsabilidade pelo ataque, noticiou a agência espanhola EFE.

As informações sobre o curso da guerra divulgadas pelas duas partes não podem ser verificadas de imediato por fontes independentes.

Donetsk faz parte da região do Donbass, no leste da Ucrânia, juntamente com Lugansk, onde as forças separatistas anunciaram a realização de referendos sobre a integração na Rússia entre sexta-feira (23) e terça-feira (27).

A generalidade da comunidade internacional anunciou que não reconhecerá os resultados das consultas, realizadas sob ocupação militar.

Quando iniciou a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro, a Rússia disse que estava a responder a um pedido de ajuda das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, cuja independência tinha reconhecido dias antes da operação militar.

A Rússia já tinha anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014, após um referendo também realizado sob ocupação militar.

A comunidade internacional não reconheceu a anexação da Crimeia.

A invasão da Ucrânia é um dos temas em destaque na Assembleia Geral das Nações Unidas, que está a decorrer na sede da organização, em Nova Iorque.

O Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou, na quarta-feira, uma mobilização parcial que abrange 300.000 russos para prosseguir com a guerra na Ucrânia e ameaçou utilizar todas as armas, numa alusão ao armamento nuclear, para defender a integridade territorial da Rússia.

O anúncio dos referendos em Donetsk e Lugansk é visto como uma forma de legitimar a ocupação russa daquelas regiões ucranianas e tornar qualquer tentativa de Kiev de as recuperar como uma ameaça à integridade territorial da Rússia.

A guerra na Ucrânia, que se aproxima dos sete meses, provocou um número por determinar de baixas civis e militares.

A Rússia admitiu esta semana a perda de cerca de 6.000 soldados, mas peritos ocidentais consideram estes números baixos.

Os Estados Unidos calculam que a Rússia perdeu 15.000 soldados nos primeiros seis meses de guerra e os ucranianos admitiram a morte de cerca de 10.000 elementos das suas forças no mesmo período.

A ONU confirmou a morte de cerca de 6.000 civis até 19 de setembro.

A guerra forçou também mais 13 milhões de pessoas a abandonar as suas casas, das quais quase 6,7 milhões se refugiaram em diversos países, sobretudo na Europa.

As restantes permaneceram na Ucrânia, sendo classificadas como deslocados internos, ou seja, pessoas que foram obrigadas a sair do local habitual de residência, mas que não fugiram para outro país.

Leia Também: EUA e NATO veem referendos pró-russos como prova de fraqueza de Moscovo

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