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Britânicos condenados à morte pela Rússia entre prisioneiros libertados

Aiden Aslin e Shaun Pinner, condenados à pena de morte por combaterem pela Ucrânia, já chegaram ao Reino Unido. A eles, juntam-se os combatentes John Harding, Dylan Healy e Andrew Hill.

Britânicos condenados à morte pela Rússia entre prisioneiros libertados

Aiden Aslin e Shaun Pinner, condenados em julho à pena de morte pelo Supremo Tribunal da autoproclamada República Popular de Donetsk por “atividades mercenárias” na Ucrânia, estão entre os cinco prisioneiros de guerra britânicos que foram libertados pela Rússia como parte de um acordo com a Ucrânia. A eles, juntam-se os combatentes John Harding, Dylan Healy e Andrew Hill.

A informação é avançada pela estação estatal britânica BBC, que revela ainda que os cinco prisioneiros de guerra já se encontram no Reino Unido.

“Sabemos que todos estão de volta à segurança no Reino Unido”, revelou a organização não-governamental Presidium Network, onde o detido Dylan Healey fazia voluntariado. 

No início de julho, os britânicos Shaun Pinner e Aiden Aslin e o marroquino Brahim Saadoun foram acusados de “participarem em combates como mercenários” e condenados à pena de morte. Os dois britânicos viviam na Ucrânia quando a guerra eclodiu e foram detidos em abril pelas forças russas enquanto defendiam Mariupol. Ambos residiam na Ucrânia desde 2018 e Aslin, de 28 anos, tem dupla nacionalidade, enquanto Pinner, de 48, se casou com uma ucraniana.

Um dia após a condenação, foi noticiado que estariam a decorrer “investigações sobre os mercenários Dylan Healey e Andrew Hill” e que os mesmos estavam acusados de combaterem ao lado das tropas ucranianas.   

Segundo a Presidium Network, Healey, de 22 anos, é um voluntário que efetuava atividades humanitárias na Ucrânia e foi detido pelos militares russos no final de abril, na região de Zaporizhzhia. 

Hill é um ex-soldado de infantaria britânico e veterano da guerra do Afeganistão, que se juntou à Legião Estrangeira da Defesa Territorial ucraniana. Foi ferido em combate e feito prisioneiro da região de Mykolaiv.

John Harding, de 50 anos, foi capturado pelas forças russas, em maio, enquanto lutava com o Batalhão Azov, como parte da Guarda Nacional Ucraniana, na cidade de Mariupol.

Kyiv anunciou na quarta-feira a troca com a Rússia de 215 soldados, entre os quais os chefes da defesa da siderurgia de Azovstal, em Mariupol, que se tornou num símbolo de resistência à invasão russa. Em troca, a Rússia recuperou 55 prisioneiros, incluindo o ex-deputado Viktor Medvedchuk, amigo próximo de Vladimir Putin, acusado de alta traição por Kyiv.

Leia Também: Kyiv anuncia troca de 215 prisioneiros de guerra com Rússia

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