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Começa processo de identificação de corpos em Izium

O exército russo saiu de Izium dia 10 de setembro.

Começa processo de identificação de corpos em Izium

Já teve início o processo de identificação dos 450 corpos exumados do local de enterro em massa descobertos em Izium, cidade controlada pelo exército russo até ao dia 10 de setembro. 

Segundo a vice primeira-ministra ucraniana Iryna Vereshchuk, alguns corpos foram já identificados através do ADN de familiares que estão a colaborar com as equipas de investigação, avança o jornal The Kyiv Independent.

"Existe um número aterrador de corpos, sepulturas e valas comuns de civis torturados", lamentou Vereshchuk. 

O presidente da Câmara de Izium, Valerii Marchenko, revelou que os trabalhos de exumação continuariam durante quase mais duas semanas "porque há muitos enterros", segundo a agência de notícias ucraniana Pravda.

Esta segunda-feira, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky visitou a cidade de Izium, onde participou numa cerimónia em que a bandeira ucraniana foi hasteada e saudou os soldados que participaram na operação de libertação.

Tais valas comuns foram também descobertas em Bucha, a cidade satélite de Kyiv libertada a 31 de março. As autoridades exumaram todos os 116 corpos encontrados e voltaram a enterrá-los após a sua identificação, contudo, dezenas permanecem por identificar.

Também foram vistas valas comuns nas imagens de satélite tiradas perto da cidade de Mariupol, no sudeste de Donetsk, que a Rússia capturou em maio, após um cerco que durou meses. Embora se acredite que milhares de pessoas foram ali enterradas, a Ucrânia não conseguiu ter acesso aos locais onde estarão as sepulturas.

O governador de Kharkiv, Oleh Syniehubov admitiu, no sábado, que praticamente todos os corpos encontrados em Izium tinham "sinais de morte violenta", salientando: "Esta é uma consequência trágica e terrível da ocupação de seis meses".

Izium, com cerca de 45 mil habitantes antes do início da guerra e que se situa a cerca de 120 quilómetros a sudeste da capital regional, Kharkiv, era um posto de importância crucial para as tropas russas, que controlavam as cidades que conduziam à região de Lugansk.

Após a retirada das forças russas, o exército ucraniano assumiu o controlo de Izium, em 10 de setembro.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada pelo presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra mais de 5.800 civis mortos e cerca de 8.400 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

Leia Também: Ucrânia. Ataques no sul do país causam a morte a pelo menos cinco civis

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