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  • 05 OUTUBRO 2022
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Greves deixam Metropolitano de Londres praticamente paralisado

O metropolitano de Londres e o resto da rede de transportes públicos registou hoje grandes perturbações devido à greve dos trabalhadores ferroviários que pedem aumentos salariais face à inflação crescente no Reino Unido.

Greves deixam Metropolitano de Londres praticamente paralisado

"Não há praticamente nenhum serviço" no metro de Londres, com exceção para "duas linhas que estão a funcionar com uma capacidade reduzida", com um comboio a cada 15 minutos, afirmou um porta-voz da operadora estatal de transportes públicos TfL (Transport for London) à agência noticiosa francesa AFP.

A rede de autocarros, procurada por muitos londrinos como alternativa ao metropolitano, também sofreu grandes perturbações.

Fora da estação de Blackhorse Road, no nordeste de Londres, amontoaram-se vários passageiros que esperavam a abertura do Overground -- uma rede de comboios pendulares -, que também se encontrava parado.

"Não há comboios hoje", gritou um funcionário aos passageiros, a maioria dos quais não tinha conhecimento da greve.

Se muitos londrinos se mostraram tolerantes com a greve de comboios na quinta-feira, hoje já houve quem mostrasse o seu descontentamento com a falta de transportes.

"Compreendo a mensagem [que os grevistas] querem dar aos patrões, mas Londres é uma grande cidade e muitas pessoas precisam de ir trabalhar", criticou uma assistente de loja, com 25 anos, Catherine Ondo.

Uma jovem que corria e se apressava para apanhar um autocarro, comentou: "vou chegar atrasada ao trabalho, tenho de ir para o centro de Londres".

"Não sei como vou chegar ao trabalho", afirmou um trabalhador da construção civil, Greg Skalski, com 43 anos, que se queixou ainda do aumento dos preços dos transportes da TfL.

O Reino Unido está neste momento a atravessar uma nova ronda de greves em massa em vários setores, desde os transportes, aos serviços postais aos portos, naquela que será a maior ação grevista em décadas, motivada pela inflação.

De acordo com os sindicatos, as negociações com os operadores ferroviários privados do setor estão ainda num impasse, depois dos líderes sindicais terem rejeitado também a proposta de um aumento salarial de 8% em dois anos.

O ministro dos Transportes, Grant Shapps, acusado pelos sindicatos de bloquear a situação, criticou as estruturas representativas dos trabalhadores por não aceitarem reformas para modernizar os caminhos-de-ferro.

Em entrevista hoje à Sky News, afirmou que se não conseguirem implementar estas modernizações, terão de ser impostas.

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