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SADC aprova prorrogação da missão militar em Cabo Delgado

Os países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) aprovaram, esta quarta-feira, a prorrogação do mandato da missão militar da organização em Cabo Delgado, norte de Moçambique, palco de ataques armados, divulgou a diplomacia angolana.

SADC aprova prorrogação da missão militar em Cabo Delgado
Notícias ao Minuto

22:42 - 17/08/22 por Joana Haderer

Mundo Moçambique

Segundo o comunicado final da 42.ª cimeira ordinária de chefes de Estado e de Governo da SADC, que decorreu, esta quarta-feira, na capital da República Democrática do Congo, foi analisado o "relatório sobre a situação de segurança na província de Cabo Delgado".

A organização "aprovou a prorrogação do mandato da Missão da SADC em Moçambique (SAMIM) e dos relevantes processos conexos", adianta a nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores angolano.

O comunicado não indica o prazo de prorrogação desta missão.

A 14 de julho, a SADC tinha aprovado, numa cimeira extraordinária, a prorrogação provisória desta missão, remetendo uma decisão final para a reunião de líderes em Kinshasa. Na ocasião, os países da África Austral assinalaram que o destacamento da força alcançou "conquistas e marcos significativos" no combate ao "terrorismo".

"A cimeira saudou os Países Contribuintes com Efetivos (PCC) para a SAMIM pela solidariedade e sacrifício para apoiar a missão e endereçou condolências aos governos e famílias dos nove efetivos da SAMIM que perderam a vida no teatro das operações", acrescenta a nota, sobre a reunião desta quarta-feira.

A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas está a ser aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Há 784 mil deslocados internos devido ao conflito, de acordo com a Organização Internacional das Migrações (OIM), e cerca de 4.000 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED.

Desde julho de 2021, uma ofensiva das tropas governamentais com o apoio do Ruanda, a que se juntou depois a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), permitiu recuperar zonas onde havia presença de rebeldes, mas a fuga destes tem provocado novos ataques noutros distritos usados como passagem ou refúgio temporário.

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