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Palestiniano morto durante busca israelita na Cisjordânia

Ataque surgiu durante um dos raides das forças israelitas nos colonatos em terras palestinianas.

Palestiniano morto durante busca israelita na Cisjordânia

As forças israelitas mataram esta segunda-feira um homem palestiniano durante mais uma busca na Cisjordâniia ocupada, e as versões entre autoridades de Telavive e testemunhas no local voltaram a divergir.

O pai da vítima, Muhammad Al-Shaham, contou à Reuters que o seu filho estava desarmado e que foi executado pelos soldados israelitas. Segundo Ibrahim, militares da Força de Defesa Israelita (IDF, na sigla em inglês) entraram em sua casa e "começaram imediatamente a disparar", matando Muhammad com um tiro na cabeça.

Do lado da IDF, as autoridades descreveram Muhammad como um "suspeito" e que este ameaçou os militares com uma faca.

A morte de Muhammad levou a que as autoridades palestinianas na Cisjordânia pedissem, mais uma vez, uma investigação independente à busca.

O 'raide' ocorreu numa casa na vila de Kafr Aqab, onde as ações da Força de Defesa Israelita (IDG, na sigla em inglês) são constantes. As operações são denunciadas por organizações não-governamentais na região, e pelas autoridades palestinianas, como tentativas forçadas de deslocalização de civis, para criar espaço para a construção de colunatos israelitas e desestabilizar a demografia dos territórios.

Em junho de 2022, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, citando o primeiro relatório da Comissão de Inquérito Independente das Nações Unidas sobre os territórios ocupados da Palestina, relatou que "a continuada ocupação de territórios palestinianos por Israel e a discriminação contra Palestinianos são as raízes das tensões recorrentes, da instabilidade e do prolongamento do conflito na região".

Israel contesta as constatações das entidades internacionais, afirmando que as operações na Cisjordânia e o cerca na Faixa de Gaza - onde mais de dois milhões de palestinianos vivem sob paupérrimas condições de vida, condicionados pelo controlo fronteiriço da IDF - são necessárias para a segurança da sua soberania nacional e para a estabilidade no Médio Oriente.

No entanto, a Amnistia Internacional, uma das maiores organizações de direitos humanos do mundo, considera que a discriminação de palestinianos pelo estado israelita como um "regime de apartheid".

A mais recente busca surge depois de um mês de tensões e morte na Faixa de Gaza, com Israel a responder a ataques da Jihad Islâmica na Palestina com bombardeamentos a estruturas civis, matando 44 pessoas, incluindo 15 crianças, além de cerca de 360 feridos (ao passo que quase 100% dos 'rockets' disparados pela Jihad foram neutralizados pelos avançados sistemas de defesa aérea).

O último incidente a reabrir as tensões surgiu na semana passada, em Jerusalém, onde um alegado ataque da Jihad Islâmica por um atirador feriu oito pessoas. Os disparos surgiram uma semana depois do início de um cessar-fogo, acordado a sete de agosto entre Israel e a Jihad e mediado pelo governo do Egito.  

Leia Também: Palestina anuncia relançamento de iniciativa para a plena adesão à ONU

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