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MNE ucraniano reage às criticas da AI. Relatório é falsa "neutralidade"

O relatório "distorça a realidade" de forma a traçar uma "falsa equivalência moral entre o agressor e a vítima", afirmou Dmytro Kuleba.

MNE ucraniano reage às criticas da AI. Relatório é falsa "neutralidade"

O Ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, reagiu, de novo, ao relatório da Amnistia Internacional (AI), apresentado esta quinta-feira, que alerta para o facto das forças ucranianas colocarem em perigo a população civil quando estabelecem bases militares em zonas residenciais e lançam ataques a partir de áreas habitadas por civis.

Em resposta a uma publicação na rede social Twitter da secretária-geral da AI, Agnès Callamard, que afirma que as 'Máfias' e 'Trolls' russos e ucranianos estão a atacar "as investigações da ONG, no que chama "propaganda de guerra e desinformação" que "não mudará os fatos", Kuleba deu o seu veredito.

Na sua reação, afirma que, "aparentemente, a secretária-geral da Amnistia chama 'Máfias' e 'Trolls'" à Ucrânia, porém isso não impede que o relatório "distorça a realidade" de forma a traçar uma "falsa equivalência moral entre o agressor e a vítima", bem como a impulsionar "os esforços de desinformação da Rússia".

E termina, salientando que as afirmações da representante da ONG, bem como o relatório, representam uma "falsa 'neutralidade', não veracidade".

As forças ucranianas põem civis em perigo quando montam bases e operam sistemas de armas "em zonas habitadas por civis, incluindo em escolas e hospitais, para repelir a invasão russa que começou em fevereiro", considerou a organização não-governamental, denunciando ainda que tais táticas violam o direito internacional e tornam zonas civis em objetivos militares contra os quais os russos retaliam.

Na noite de ontem, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já tinha acusado AI de estar a tentar desculpabilizar a Rússia e a “transferir a responsabilidade do agressor para a vítima”.

"Não vemos relatórios claros e oportunos de algumas organizações internacionais sobre este e milhares de outros crimes cometidos por terroristas russos. Vimos hoje um relatório completamente diferente da Amnistia Internacional, que infelizmente tenta amnistiar [perdoar] o estado terrorista e transferir a responsabilidade do agressor para a vítima", afirmou, na sua intervenção.

Leia Também: Amnistia conclui que forças de Kyiv também puseram civis em perigo

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