"Excelente notícia para começar o dia. Depois de quase nove dias a navegar, os nossos 659 sobreviventes vão poder desembarcar no porto de Taranto. Este prolongado período de bloqueio no mar é um dos mais longos que nossa equipa já viveu. Isto não pode voltar a acontecer", referiu a MSF.
Entre as pessoas que estão a bordo e vão desembarcar em Taranto contam-se mais de 150 menores, duas mulheres e vários bebés.
A autorização de desembarque naquele porto do sul de Itália foi dada depois de, na quarta-feira, a MSF ter avisado que a situação estava "cada dia mais precária" e que "as rações alimentares" estavam a acabar.
Além disso, dois dos migrantes resgatados tentaram saltar para o mar na terça-feira, "num ato de desespero" e outro expressou "pensamentos suicidas" à tripulação do navio 'Geo Barents', como avançou a MSF.
O porto de Taranto também recebeu, na sexta-feira passada, 438 migrantes resgatados no Mediterrâneo pelo navio humanitário "Sea-Watch3".
No mar, à espera que seja designado um porto de desembarque, mantém-se o navio "Ocean Viking", da organização SOS Mediterranée, que tem atualmente 387 pessoas a bordo.
Este ano, já desembarcaram nas costas italianas 42.324 migrantes, um número muito superior aos 30.180 que o fizeram no mesmo período de 2021, segundo dados do Ministério do Interior italiano.
Leia Também: Bruxelas atribui 171 milhões a cinco países para reforçar acolhimento