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Zelensky conversou hoje com chefes de Estado de Argentina e Chile

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reforçou hoje a sua campanha para obter apoio da América Latina, com telefonemas dirigidos aos líderes da Argentina e do Chile.

Zelensky conversou hoje com chefes de Estado de Argentina e Chile

"Continuo a estabelecer relações com uma região importante -- a América Latina", escreveu o chefe de Estado ucraniano nas redes sociais.

As conversas com Alberto Fernández, da Argentina, e Gabriel Boric, do Chile, ocorreram pouco mais de duas semanas depois de Zelensky ter dialogado com os presidentes equatoriano e guatemalteco, Guillermo Lasso e Alejandro Giammattei, respetivamente.

Na altura, o Presidente ucraniano disse que as conversas com Lasso e Giammattei marcaram o início de uma "nova política de restauração das relações com a América Latina".

Fernández manteve um diálogo de 35 minutos com Zelensky, no qual ofereceu apoio em quaisquer negociações que possam acontecer com a Rússia, disse o Governo argentino em comunicado.

"A América Latina é um continente de paz que rejeita o uso da força e promove o diálogo para resolver conflitos", disse o Presidente da Argentina, como atual líder da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), segundo o texto.

Antes do conflito, Fernández estava a tentar melhorar as relações com a Rússia.

Numa reunião com o Presidente russo, Vladimir Putin, em Moscovo no início de fevereiro, Fernández disse que a Argentina deveria se tornar a "porta de entrada para a América Latina" para a Rússia. Mais tarde, o líder argentino condenou a invasão russa.

Boric escreveu nas redes sociais que, na sua conversa com Zelensky, expressou a sua "solidariedade e disposição para apoiar as condenações da invasão através de organizações internacionais".

"A Ucrânia tem um amigo na América do Sul", acrescentou Boric.

Zelensky agradeceu ao Presidente do Chile o apoio do seu país nas Nações Unidas e "discutiu a possibilidade de envolver especialistas chilenos em remoção de minas".

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, ofensiva que foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para Kiev e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Leia Também: Tribunal Penal Internacional celebra hoje o 20.º aniversário

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