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Novo balanço de pelo menos 25 mortos em ataque no leste do Congo

O número de mortos num ataque atribuído aos rebeldes das Forças Democráticas Aliadas (ADF), no sábado, no leste da República Democrática do Congo (RDCongo), subiu para 25, segundo fonte da sociedade civil.

Novo balanço de pelo menos 25 mortos em ataque no leste do Congo

O ataque ocorreu na aldeia de Mamove e arredores, que pertence ao território de Beni, na província do Kivu do Norte, no sábado passado, por volta das 08:00 locais (07:00 em Lisboa).

"No domingo descobrimos mais oito cadáveres na localidade de Cepak, quatro cadáveres em Matadi e dois em Mabuho", disse, citado pela agência Efe, um dos líderes da sociedade civil do território de Beni, Delphin Mupenda, que tinha avançado anteriormente um balanço de pelo menos 11 civis mortos.

"Alertámos os nossos soldados, mas eles não chegaram a tempo. Isto permitiu que os inimigos matassem, queimassem e raptassem algumas pessoas, que ainda hoje estão desaparecidas", lamentou Mupenda.

De acordo com o ativista da sociedade civil, os rebeldes pretendiam abastecer-se de objetos e alimentos, uma vez que saquearam algumas lojas no centro da localidade.

Este foi o terceiro ataque das ADF nesta zona na última semana, depois de pelo menos nove civis terem sido mortos num ataque na cidade vizinha de Kylia, na terça-feira.

Pelo menos sete pessoas foram também mortas e muitas outras ficaram feridas na sexta-feira passada na aldeia vizinha de Samboko, de acordo com relatos dos meios de comunicação locais.

O vice-presidente da sociedade civil do Kivu do Norte, Edgard Mateso, lamentou numa entrevista à Rádio Ocapi, no domingo, um aumento do número de ataques das ADF em território beni, agora que o exército concentrou quase todos os seus esforços no combate aos rebeldes M23 na zona vizinha de Rutshuru.

As ADF são um grupo rebelde ugandês, mas está atualmente sediado no nordeste da RDCongo, perto da fronteira que partilha com o Uganda.

O grupo foi responsável por cerca de 1.260 mortes em 2021, tornando-se no mais letal da RDCongo, segundo o gabinete da alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet.

Além disso, as autoridades ugandesas acusaram as ADF de organizarem três atentados suicidas à bomba no seu território em novembro de 2021. Os objetivos da milícia não são claros, além de uma possível ligação à organização terrorista Estado Islâmico (EI), que por vezes reivindica a responsabilidade pelos seus ataques.

Embora os peritos do Conselho de Segurança da ONU não tenham encontrado provas de apoio direto do EI às ADF, os Estados Unidos da América identificaram os rebeldes como uma "organização terrorista" afiliada ao grupo terrorista desde março de 2021.

A fim de neutralizarem as ADF, os exércitos da RDCongo e do Uganda iniciaram uma operação militar conjunta em solo congolês no final de novembro de 2021, que ainda está em curso.

Desde 1998, o leste da RDCongo tem sido palco de conflitos alimentados por milícias rebeldes e ataques de soldados do exército, apesar da presença da missão de manutenção da paz da ONU (Monusco), com mais de 14.000 soldados destacados.

A ausência de alternativas e de meios de subsistência estáveis levou milhares de congoleses a pegar em armas e, segundo o Barómetro de Segurança de Kivu (KST), a região é agora o campo de batalha de pelo menos 122 grupos rebeldes.

Leia Também: Absolvido aliado do presidente da RDCongo condenado por desvio de milhões

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