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Vitória russa na Ucrânia seria "absolutamente catastrófica", diz Boris

Na sua ótica, conceder uma vitória ao presidente russo, Vladimir Putin, estabeleceria um precedente perigoso.

Vitória russa na Ucrânia seria "absolutamente catastrófica", diz Boris
Notícias ao Minuto

09:25 - 27/06/22 por Notícias ao Minuto

Mundo Ucrânia/Rússia

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, considerou que uma vitória russa na Ucrânia teria consequências "absolutamente catastróficas" para o mundo. Em entrevista à CNN, horas depois do bombardeamento na capital ucraniana, Kyiv, no domingo, que provocou, pelo menos, um morto e cinco feridos, o responsável apelou a que o mundo ocidental - particularmente os Estados Unidos da América (EUA) - se mantenha firme contra Moscovo, apesar do aumento dos preços do petróleo a nível global.

"Diria às pessoas dos Estados Unidos que isto é algo que os EUA historicamente fazem e têm de fazer, que é intensificar a paz, a liberdade e a democracia", referiu, complementando que "se deixarmos [Vladimir] Putin sair impune e conquistar partes consideráveis de um país livre, independente e soberano, que é o que ele está prestes a fazer... As consequências para o mundo serão absolutamente catastróficas".

Na sua ótica, conceder uma vitória ao presidente russo, Vladimir Putin, estabeleceria um precedente perigoso, “não só para a democracia e para os países independentes, mas também para a estabilidade económica”.

"Podemos ver as consequências, as lições que serão retiradas”, complementou.

Nessa linha, o primeiro-ministro britânico apontou que os mil milhões de dólares despendidos pelos Estados Unidos no apoio à segurança da Ucrânia “é um preço que vale a pena pagar pela democracia e pela liberdade”.

Johnson, que tem sido alvo de duras críticas devido aos escândalos em que se tem visto envolvido – tendo mesmo enfrentado um voto de desconfiança por parte dos parlamentares conservadores e membros do seu partido, no início do mês –, lançou considerar que o aspeto positivo da democracia é o facto de os líderes podem “ser escrutinados”, algo que não acontece no caso do presidente russo, que lidera um sistema político sem fricção.

“Acha que Vladimir Putin teria lançado uma invasão noutro país soberano se tivesse pessoas para ouvir, e que argumentassem adequadamente?”, questionou.

Lançada a 24 de fevereiro, a ofensiva militar russa na Ucrânia já provocou a fuga de mais de 15 milhões de pessoas - mais de oito milhões de deslocados internos e mais de 7,5 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Além disso, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A ONU confirmou ainda que mais de quatro mil civis morreram e mais de cinco mil ficaram feridos na guerra, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores e só serão conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates.

A invasão russa - justificada pelo presidente russo pela necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores.

Leia Também: Londres adverte Paris contra tentação de negociar solução para a guerra

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