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Ex-presidente russo Medvedev sobre líderes europeus: "Sem ofensa, mas..."

O antigo presidente da Rússia criticou os líderes europeus atuais, comparando-os com nomes históricos como Thatcher ou Chirac. No dia em que os 27 vão decidir sobre o estatuto de candidato da Ucrânia à União Europeia, Medvedev não deixou ainda de apontar o dedos aos EUA.

Ex-presidente russo Medvedev sobre líderes europeus: "Sem ofensa, mas..."

O antigo presidente da Rússia Dmitri Medvedev criticou, esta quinta-feira, os líderes europeus atuais, considerando que estes não estão "ao nível" dos seus antecessores.

"Há muito tempo que tenho vindo a comunicar com líderes estrangeiros e vejo que o nível dos políticos ocidentais tem vindo a decrescer. Isto tem vindo a acontecer à frente dos meus olhos últimos 20 anos", escreveu no Telegram, rematando: "É óbvio que a Europa não tem sequer vestígios de figuras políticas como Helmut Kohl, Margaret Thatcher ou Jacques Chirac", notou, referindo-se às lideranças alemãs, britânicas e francesa, respetivamente.

"Sem ofensa para ninguém, mas é óbvio para mim que Mario Draghi não é Silvio Berlusconi, e Olaf Scholz não é Angela Merkel", acrescentou o atual vice-presidente do Conselho da Rússia, numa contínua tentativa de rebaixar as lideranças que têm vindo a intervir mais de forma pública, como é o caso de Boris Johnson, ou mesmo Olaf Scholz - que, apesar de se mostrar reticente no início da invasão e mesmo em relação ao envio de armas, na última semana demonstrou o seu total apoio à Ucrânia. Esse apoio foi anunciado na sua primeira visita oficial a Kyiv desde que a guerra começou - algo que também tinha vindo a adiar -, juntamente com o primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, com o presidente de França, Emmanuel Macron, e com o presidente da Roménia,  Klaus Iohannis.

Medvedev, que é um aliado do atual presidente da Rússia, Vladimir Putin, questionou-se ainda sobre a apresentação de Volodymyr Zelensky. "Apresentar-se-ia o presidente da Ucrânia com uma t-shirt verde junto do presidente Chirac? Claro que não. Absurdo", considerou.

O antigo responsável do governo russo colocou ainda a culpa da "degradação europeia" do outro lado do oceano Atlântico, apontando o dedo aos Estados Unidos (EUA) "O problema da degradação da política europeia deve-se, principalmente, a esta se ter tornado uma voz de coro fraca dos solistas americanos", começou por escrever Medvedev, criticando uma alegada falta de oposição feita pelos líderes europeus.

"Charles de Gaulle podia opor-se a qualquer um dos presidentes americanos. Qual dos atuais [líderes] europeus o faria sem um aperto de mão? Não pensam sobre o futuro. São limitados pelas suas perspectivas eleitorais. Também esta nova geração de líderes americanos não brilha com novas ideias e estabilidade mental. E assim vai continuar", referiu.

Recorde-se que este é o 120.º dia da inavsão das tropas russas. Esta quinta-feira, os líderes dos 27 países que fazem parte da União Europeia (UE) reúnem-se para decidir, entre outras coisas, o estatuto de candidato da Ucrânia ao bloco europeu. O encontro durará dois dias, terminando na sexta-feira, 24 de junho.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel já falou, tendo considerado que atualmente a União Europeia vive "um momento histórico no plano geopolítico".

Leia Também: AO MINUTO: UE "vive momento histórico"; 27 decidem entrada da Ucrânia

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