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Olaf Scholz defende a preservação do Ato Fundador NATO-Rússia

O chanceler alemão, Olaf Scholz, defendeu hoje no Bundestag, a câmara baixa do Parlamento alemão, o Ato Fundador NATO-Rússia, na perspetiva da próxima cimeira da Aliança em Madrid onde será adotado um novo conceito estratégico.

Olaf Scholz defende a preservação do Ato Fundador NATO-Rússia

"Estou convencido que a cimeira será um sinal de unidade e determinação", disse Scholz numa declaração do Governo, onde delineou a sua posição face aos encontros de chefes de Estado e de Governo previstos para os próximos dias.

"Para o referir de forma clara, com a Rússia agressiva e imperialista de [Vladimir] Putin, é inimaginável num futuro previsível uma cooperação com a Rússia que cumpra os objetivos incluídos no conceito estratégico de 2010", afirmou.

No entanto, o chanceler exortou a que "não se tirem consequências erradas" e declarou que não seria "inteligente" abolir o Ato Fundador NATO-Rússia de 1997, porque essa decisão "apenas beneficiaria a propaganda" do Kremlin.

"O Ato reforça precisamente princípios infringidos de forma evidente por Putin: a renúncia à violência, o respeito pelas fronteiras e a soberania de Estados independentes", assinalou.

O Ato Fundador NATO-Rússia, assinado em 1997 ainda durante a presidência de Boris Ieltsin, define os objetivos e o mecanismo de consulta, decisões e ações conjuntas, constituindo o cerne das relações mútuas entre a NATO e a Rússia.

Recentemente, o vice-secretário geral da NATO, Mircea Geoana, afirmou que, na prática, Moscovo se "retirou" do Ato Fundador e deu a entender que o documento estava "morto".

Numa referência à cimeira de Madrid da NATO, que decorre entre 28 e 30 de junho, Scholz manifestou a esperança que a Suécia e a Finlândia se juntem rapidamente à Aliança, um passo que significará uma "garantia de segurança" para todos os seus membros e para a Europa.

O chanceler assumiu que está a impor uma alteração de rumo na política de defesa alemã, assinalada por um aumento exponencial das despesas militares e um maior envolvimento da Alemanha nos processos de decisão da NATO e da União Europeia (UE).

Nesse sentido, sublinhou a importância de reforçar o flanco leste da Aliança, em particular no mar Báltico.

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