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Líderes da UE decidem em Bruxelas estatuto de candidato para Ucrânia

Os líderes da União Europeia (UE) reúnem-se entre quinta e sexta-feira em Bruxelas numa cimeira dominada pelo alargamento, com todas as atenções centradas na mais que provável atribuição do estatuto de país candidato à adesão à Ucrânia.

Líderes da UE decidem em Bruxelas estatuto de candidato para Ucrânia

Num Conselho Europeu antecedido de uma reunião de líderes da UE e dos países dos Balcãs Ocidentais -- há anos na 'fila de espera' para aderir ao bloco comunitário -, os chefes de Estado e de Governo dos 27 vão debruçar-se, na quinta-feira, sobre as recentes recomendações da Comissão Europeia relativamente aos pedidos de adesão apresentados por Ucrânia, Moldova e Geórgia já depois de a Rússia ter invadido a Ucrânia.

O executivo comunitário recomendou a atribuição do estatuto de países candidatos à Ucrânia e Moldova, enquanto para a Geórgia propõe que lhe seja dada nesta fase uma "perspetiva europeia", por considerar que são necessários mais passos para o estatuto de país candidato.

As atenções estão inevitavelmente centradas na decisão sobre a Ucrânia, parecendo agora um dado adquirido que os 27 seguirão a recomendação da Comissão, sobretudo desde que, na passada semana, os líderes das três maiores economias da União -- o chanceler alemão Olaf Scholz, o Presidente francês e o chefe de Governo italiano, Mário Draghi -- se deslocaram a Kiev para expressar em conjunto o seu apoio à concessão do estatuto com efeito "imediato".

Na terça-feira, num Conselho de Assuntos Gerais no Luxemburgo -- ao nível de ministros -, registou-se um "consenso total" entre os Estados-membros sobre a atribuição do estatuto de país candidato à adesão à Ucrânia, revelou a presidência francesa.

Hoje, fontes diplomáticas confirmaram a expectativa de que o Conselho Europeu apoie as recomendações da Comissão e aprove o estatuto de candidatos para Ucrânia e Moldova sem impor condições suplementares.

Numa conversa telefónica realizada na terça-feira, o primeiro-ministro, António Costa, confirmou ao Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que Portugal apoia a concessão à Ucrânia do estatuto de candidato no seu processo de adesão à União Europeia, na sequência da recomendação do executivo comunitário.

Este procedimento acelerado relativamente à Ucrânia e Moldova contrasta com a lentidão dos processos de alargamento aos países dos Balcãs Ocidentais, razão pela qual ainda antes do Conselho Europeu, com início agendado para as 15:00 locais (14:00 de Lisboa), se realiza, de manhã, uma reunião com os líderes destes países, numa óbvia tentativa por parte da União Europeia de contrariar a frustração cada vez mais evidente na região com a ausência de avanços no processo de integração.

Nesta reunião -- à qual Sérvia, Macedónia do Norte e Albânia ameaçaram mesmo faltar, precisamente como forma de protesto por as promessas da UE tardarem em se concretizar, um boicote que acabou por ser afastado apenas hoje -, haverá um debate sobre como "explorar formas inovadoras de fazer avançar as conversações de adesão, incentivar a reforma e fazer progressos na integração gradual entre a UE e a região", indicaram hoje fontes diplomáticas.

Nesse quadro, os líderes deverão discutir a ideia recentemente avançada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, e também pelo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, da criação de uma comunidade geopolítica europeia, cujo objetivo principal seria permitir uma "integração progressiva" dos países candidatos mesmo enquanto decorrem os processos de adesão, sempre muito longos.

"Trata-se de uma cimeira geopolítica", resumiu hoje um alto responsável europeu, que admitiu que possa haver também avanços no desbloqueio do atual veto da Bulgária à abertura de negociações com a Macedónia do Norte.

Para o segundo dia de trabalhos do Conselho Europeu, na sexta-feira, ficam reservados os restantes temas em agenda nesta cimeira, designadamente económicos, havendo mesmo lugar a uma cimeira do Euro, com a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, e o presidente do Eurogrupo, Paschal Donohoe, para um debate sobre a situação económica na Europa à luz da guerra na Ucrânia.

Os líderes deverão também endossar a recente recomendação da Comissão Europeia e do Conselho Ecofin no sentido de a Croácia aderir à zona euro a partir de 01 de janeiro de 2023, neste caso um alargamento absolutamente consensual.

Leia Também: Eurobarómetro indica que a guerra na Ucrânia "faz aumentar" apoio à UE

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