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Liderança russa "procura" crise alimentar no mundo, acusa a Ucrânia

O presidente da Ucrânia chamou ainda "cínicas" e "mentirosas" às alegações da Rússia de que as sanções não permitem o país exportar uma maior quantidade dos seus alimentos.

Liderança russa "procura" crise alimentar no mundo, acusa a Ucrânia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse na sua mais recente atualização noturna nas redes sociais que o bloqueio russo dos portos marítimos ucranianos impede Kyiv de exportar cerca de 22 milhões de toneladas de cereais.

O chefe de Estado ucraniano apontou ainda que o resultado desta medida passará por uma ameaça de fome nos países dependentes destes cereais, o que poderá causar uma nova crise migratória, destacou. Na sua perspetiva, isso "é algo que a liderança russa claramente procura".

Zelensky, no mesmo vídeo, acusou ainda Moscovo de "criar deliberadamente este problema para que toda a Europa lute e para que a Ucrânia não ganhe milhares de milhões de dólares com as suas exportações".

O presidente da Ucrânia chamou ainda "cínicas" e "mentirosas" às alegações da Rússia de que as sanções não permitem o país exportar uma maior quantidade dos seus alimentos.

Reagindo, por outro lado, às recentemente acordadas novas sanções contra o petróleo russo, que garantem um embargo à maioria das importações deste combustível, o chefe de Estado ucraniano considerou que uma decisão dos 27 Estados-membros da União Europeia neste sentido demorou demasiado tempo, lembrando que o último pacote de medidas foi introduzido há quase dois meses.

Apesar disso, Zelensky agradeceu ao presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, por "tentar encontrar os compromissos necessários" para tornar a aplicação destas medidas possível.

"A Rússia deve sentir um preço muito mais elevado pela sua agressão", considerou ainda o líder ucraniano, dizendo ainda que o "ponto-chave é, evidentemente, o petróleo. Acredito que a Europa terá de abdicar do petróleo e dos produtos petrolíferos russos em qualquer caso", concluiu.

"E quanto mais cedo isto acontecer, quanto mais completo for o abandono do petróleo russo, maior será o benefício para a própria Europa no final", referiu ainda o chefe de Estado, na sua habitual atualização noturna.

A União Europeia anunciou, na segunda-feira, ter já chegado a um acordo no que toca a um embargo ao petróleo russo. O mesmo deverá reduzir em cerca de 90% as importações de petróleo da Rússia pelo bloco comunitário até ao final do ano, segundo a informação avançada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Numa perspetiva imediata, o mesmo abrange mais de dois terços destas compras, anunciara Charles Michel.

O sexto pacote de sanções à Rússia, que tinha como elemento central e menos consensual a aplicação de um embargo gradual e progressivo às importações de petróleo russo, estava em suspenso há cerca de um mês. Isto porque alguns países, entre os quais se destacava a Hungria, viriam a pedir exceções temporárias, que justificavam com a sua dependência do crude importado da Rússia, o que obrigou a mudanças na proposta original.

A guerra na Ucrânia, que de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) provocou a morte de mais de quatro mil civis, tem vindo a motivar a condenação por parte da comunidade internacional.

Leia Também: Ministra francesa pede investigação a morte de jornalista na Ucrânia

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