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Ucrânia. Deputados comunistas pedem a Putin que retire as tropas

Deputados comunistas da região de Primorie, com capital de Vladivostok, exigiram hoje ao Presidente russo, Vladimir Putin, que retire "imediatamente" as tropas da Ucrânia.

Ucrânia. Deputados comunistas pedem a Putin que retire as tropas

"Se o nosso país não suspender a operação militar, então haverá ainda mais órfãos no nosso país. Durante a operação militar, jovens que podiam trazer grande benefício ao nosso país, morreram ou ficaram inválidos", disse um dos deputados, Leonid Vasiukevich, ao ler a carta dirigida ao chefe de Estado.

Vasiukevich, que disse contar com o apoio de outros três deputados do seu partido, foi constantemente interrompido pelo presidente da assembleia regional, de acordo com imagens num canal do Telegram e divulgadas pelos próprios comunistas.

No entanto, insistiu em pedir "a retirada imediata das tropas russas da Ucrânia" e o fim das ações militares iniciadas em 24 de fevereiro.

Vasiukevich sublinhou que após mais de três meses de combates, ficou claro ser praticamente impossível uma solução militar no atual conflito entre russos e ucranianos.

O governador de Primorie, Oleg Kozhemiako, membro do Rússia Unida, o partido do Kremlin, não hesitou em designar o deputado comunista de "traidor", segundo indiciou o diário Kommersant.

Além disso, considerou as suas afirmações um insulto contra as tropas russas que combatem o "nazismo" na Ucrânia, acusação que segundo a nova legislação penal poderá implicar até 15 anos de prisão.

O líder da fação comunista, Anatoli Dolgachev, assegurou ter sido informado sobre a iniciativa e adiantou que aplicará "as medidas mais duras" contra quem quebrou a disciplina do partido.

Os comunistas votaram contra a reforma que permitirá a Putin apresentar-se de novo à reeleição em 2024, mas apoiam a atual intervenção militar russa na Ucrânia.

Na semana passada, Boris Bondarev, conselheiro da missão russa nas instalações da ONU em Genebra, tornou-se no primeiro alto funcionário russo a renunciar ao cargo e condenar publicamente a "operação militar especial" que designou de "não apenas um crime contra o povo ucraniano, mas também contra o russo".

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou quase quatro mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito superior.

A ofensiva militar causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas de suas casas -- mais de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,6 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

Leia Também: Ucrânia. Rússia expulsa cinco diplomatas croatas como retaliação

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