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Ucrânia. Qual a ajuda financeira internacional?

Logo após o início da invasão russa, a Ucrânia começou a receber numerosos pacotes de ajuda militar, incluindo armamento, mas também de ajuda financeira e humanitária, mesmo de países que reclamam neutralidade neste conflito.

Ucrânia. Qual a ajuda financeira internacional?

Durante uma recente visita a Kyiv, o primeiro-ministro português comprometeu-se com uma ajuda de 250 milhões de euros, acrescentando que o seu Governo ficaria também disponível para ajudar na logística de recuperação de jardins de infância e escolas destruídas pela guerra.

Mesmo países que se têm mantido numa posição de ambiguidade no conflito entre a Ucrânia e a Rússia, como é o caso da China ou da Índia, deram contribuições financeiras ou humanitárias para atenuar o impacto da guerra junto de quem está a sofrer as suas consequências.

Alguns países, como a Coreia do Sul, não revelam o valor da ajuda financeira atribuída; outros, como a Índia, apenas divulgam dados de ajuda humanitária, sendo impossível distinguir entre bens materiais atribuídos e pacotes de ajuda monetária, por doações ou empréstimos a longo prazo.

Organizações internacionais como a União Europeia e o G7 aprovaram pacotes bilionários de ajuda a Kyiv, bem como programas de empréstimos de longa duração ou a fundo perdido.

Por todo o mundo, também milhares de empresas e pequenas organizações estão a fazer doações para ajudar a resistência ucraniana à invasão russa ou a prometer ajuda vária para a reconstrução do país no final da guerra.

Eis alguns dados sobre a ajuda financeira à Ucrânia:

União Europeia: A Comissão Europeia (CE) apresentou um programa de "macro assistência financeira" no valor de até 1,2 mil milhões de euros. Esta ajuda será fornecida no formato de empréstimos de longa duração, em condições de juros "muito favoráveis", na expressão da presidente da CE, Ursula Von der Leyen.

Uma recomendação do Conselho Europeu e do Parlamento Europeu permitiu disponibilizar, de imediato, uma tranche de 600 milhões de euros, devendo uma segunda tranche ser fornecida mais tarde, atendendo ao desenvolvimento da guerra na Ucrânia.

G7: O grupo dos sete países mais industrializados do mundo (G7) comprometeu-se com uma ajuda de 19,8 mil milhões de dólares (quase 19 mil milhões de euros), num programa de assistência financeira aprovado após uma cimeira em Berlim.

Alemanha: Berlim anunciou empréstimos no valor de 240 milhões de euros através da UE e 150 milhões de euros através de bancos alemães.

Para além desta ajuda, a Alemanha entregará 425 milhões de euros ao programa Stand Up for Ukraine e 70 milhões de euros para aplicação em material médico.

O Parlamento alemão aprovou ainda autorização para doações no valor de mil milhões de euros para reconstrução do país.

Austrália: O Governo australiano conseguiu fazer aprovar um pacote de ajuda de cerca de 30 milhões de dólares (cerca de 28 milhões de euros), que está a ser distribuído maioritariamente junto de organizações não governamentais, como o Programa Mundial contra a Fome.

Canadá: O Governo do Canadá comprometeu-se com uma ajuda de 1,9 mil milhões de dólares (cerca de 1,8 mil milhões de euros), reforçando os planos iniciais de cerca de mil milhões de euros.

O Canadá já entregou mais de 600 milhões de euros em ajuda financeira a Kyiv, em empréstimos bilaterais assinados nas últimas semanas.

China: A China determinou uma ajuda financeira de caráter puramente humanitário, com uma doação de cinco milhões de yuan (cerca de 750 mil euros) à Cruz Vermelha Internacional e 10 milhões de yuan (cerca de 1,5 milhões de euros) a outras organizações não governamentais.

Dinamarca: O Parlamento dinamarquês aprovou um pacote de ajuda financeira no valor de cerca de 27 milhões de euros em ajuda para organizações não governamentais.

Eslovénia: O Governo esloveno aprovou um pacote de ajuda no valor de 100 mil euros, para refugiados.

Estados Unidos: O Congresso norte-americano anunciou este mês um pacote de ajuda de cerca de 40 mil milhões de euros para a Ucrânia.

Até agora, os Estados Unidos já entregaram mais de 200 milhões de euros em ajuda direta, não sendo possível apurar um valor que distinga a ajuda financeira humanitária da militar, cujo total até agora já ultrapassou os 13 mil milhões de euros.

Estónia: O Governo alocou cerca de 25 milhões de euros para organizações não governamentais.

Finlândia: O Governo finlandês comprometeu-se com uma ajuda financeira de 86 milhões de euros em ajuda não militar.

França: O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou no início de maio que já tinha doado 1,7 mil milhões de euros às autoridades de Kyiv, a que se juntarão mais 300 milhões de euros nas próximas semanas.

A França anunciou um fundo de 1,2 mil milhões de euros, sendo 200 milhões em empréstimos a que se juntarão mais mil milhões de euros em garantias financeiras (que devem permitir à Ucrânia obter financiamento junto de bancos franceses).

Nas últimas semanas, o Governo francês anunciou mais 300 milhões de euros em ajuda direta à reconstrução de cidades devastadas pela guerra.

Islândia: O Parlamento islandês aprovou um pacote de assistência financeira no valor de 260 milhões de coroas (cerca de dois milhões de euros), através do Banco Mundial.

Japão: Tóquio anunciou uma ajuda no valor de cerca de 200 milhões de euros, através de doações.

Letónia: O Conselho da cidade de Riga anunciou uma ajuda de 500 mil euros, a que se juntará uma doação de 1,2 milhões de euros do Governo letão.

Moldova: O Governo doou cerca de 1,2 milhões de euros, para organizações não governamentais.

Montenegro: O Governo enviou 50 mil euros para organizações locais de ajuda humanitária.

Noruega: O Governo norueguês aprovou ajuda humanitária no valor de dois mil milhões de coroas (cerca de 200 milhões de euros).

Polónia: O Banco Nacional da Polónia anunciou uma ajuda de cerca de 800 milhões de euros.

República Checa: O Governo de Praga já doou mais de 1,5 mil milhões de coroas (cerca de 60 milhões de euros), num pacote de ajuda destinado a refugiados e a civis que tenham perdido as suas casas.

Reino Unido: O Governo de Londres comprometeu-se com uma ajuda de 3,5 mil milhões de libras (cerca de quatro mil milhões de euros) em financiamento, perdoando 500 milhões de libras (cerca de 600 milhões de euros) em taxas de exportações (anunciando mesmo que iria cortar para zero as taxas e quotas em todas as transações comerciais com a Ucrânia).

O Reino Unido anunciou ainda uma doação de 100 milhões de libras (cerca de 115 milhões de euros).

Para além disso, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou um aumento das garantias bancárias da Ucrânia, junto do Banco Mundial, em 730 milhões de libras (cerca de 850 milhões de euros).

Sérvia: O Governo sérvio doou três milhões de euros, num programa para ser utilizado junto de crianças e refugiados.

Tailândia: O Governo anunciou um pacote de ajuda, destinada a refugiados, no valor de cerca de 50 mil euros.

Leia Também: AO MINUTO: "Genocídio" no Donbass; 1.500 pessoas mortas em Severodonetsk

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