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Governador de Lugansk acusa Rússia de "caçar" civis em Severodonetsk

O responsável salientou que os bombardeamentos na cidade "não param".

Notícias ao Minuto

15:59 - 25/05/22 por Notícias ao Minuto

Mundo Ucrânia/Rússia

O governador de Lugansk, Serhiy Haidai, acusou, esta quarta-feira, as forças russas de “caçar” os civis de Severodonetsk, uma cidade estratégica a noroeste daquela região. Segundo o responsável, a área continua a ser alvo de intensos combates e os “invasores continuam a marchar” sobre a cidade.

Ainda assim, o responsável informou, nas redes sociais, que “nove ataques dos invasores russos foram repelidos”, tendo as forças ucranianas conseguido destruir três tanques, “oito sistemas de artilharia, 18 unidades de equipamento blindado de combate, um veículo blindado especial e uma unidade de outros equipamentos de veículos”.

Contudo, pelo menos seis pessoas morreram e oito ficaram feridas, números que “não são definitivos porque os bombardeamentos não param”, sublinhou, complementando que todas as vítimas foram encontradas “na rua, durante as saídas para ‘respirar’”.

Haidai apontou ainda que o exército russo está “à procura das pessoas”, bombardeando a fábrica onde muitos dos habitantes encontraram refúgio. Num dos ataques de ontem, pelo menos quatro pessoas morreram e outras três ficaram feridas.

As forças russas terão, depois, focado a sua atenção nos bairros da cidade, onde provocaram mais dois mortos e quatro feridos, acrescentou.

“Já não conseguimos contar o número de lares destruídos. Não há onde viver na região, todos os edifícios têm vestígios da guerra”, lamentou, informando ainda que cerca de “30 residências são destruídas por dia” na região de Lugansk.

Recorde-se que o responsável disse, esta quarta-feira, que a situação "está à beira de ser crítica" e que a região do leste da Ucrânia "é agora como Mariupol", cidade deixada em ruínas por ataques russos.

Haidai falou ainda de "bombardeamentos cada vez mais intensos" e acrescentou que "o exército russo pretende destruir completamente Severodonetsk".

A procuradora-geral da Ucrânia, Iryna Venediktova, revelou, na segunda-feira, que mais 48 soldados russos serão julgados por crimes de guerra em solo ucraniano, à semelhança do que sucedeu com o combatente de 21 anos Vadim Shishimarin, hoje condenado a prisão perpétua pelo assassinato de Oleksandr Shelipov, de 62 anos.

Segundo a responsável, que falava no Fórum Económico Internacional, o país está a investigar cerca de 13 mil crimes de guerra cometidos pelas forças russas durante a invasão da Ucrânia.

Lançada a 24 de fevereiro, a ofensiva militar na Ucrânia já matou mais de três mil civis, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

O conflito causou ainda a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de seis milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Veja o vídeo.

Leia Também: Governador de Lugansk diz que a região "é agora como Mariupol"

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