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Mais de 70 migrantes desaparecidos após naufrágio na costa da Tunísia

Mais de 70 migrantes que partiram da Líbia para tentar chegar ilegalmente à Europa foram dados como desaparecidos após o seu barco naufragar ao largo da costa da Tunísia, declarou hoje a Guarda Nacional tunisina.

Mais de 70 migrantes desaparecidos após naufrágio na costa da Tunísia

O barco, que transportava uma centena de pessoas, virou-se na costa de Sfax, cidade no centro-leste da Tunísia. A Guarda Costeira e da Marinha da Tunísia conseguiram salvar 24 migrantes, mas os outros estão desaparecidos, de acordo com Houcem Eddine Jebabli, o porta-voz da Guarda Nacional, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A Organização Internacional para as Migrações (OIM), citada pela agência de notícias Efe, referiu hoje também que está a decorrer uma operação de busca na costa da Tunísia para localizar 76 migrantes que foram dados como desaparecidos após partirem num barco da cidade líbia de Zuwarah.

O porta-voz da Guarda Nacional tunisina especificou que os migrantes que estavam a bordo eram "de diferentes nacionalidades africanas e asiáticas".

"De acordo com os primeiros elementos da investigação, o barco insuflável tinha saído da costa de Zuwarah, na Líbia, na noite de 22 para 23 de maio com cerca de uma centena de pessoas a bordo", acrescentou Jebabli, especificando que apenas um corpo foi recuperado.

Na terça-feira, a Marinha da Líbia anunciou que quatro migrantes que tentavam chegar ilegalmente à Europa morreram e três foram dados como desaparecidos depois de o seu barco afundar na costa de Mellitah, no oeste da Líbia.

O caos que se seguiu à queda do regime do Presidente Muammar Kadhafi, em 2011, fez da Líbia uma rota privilegiada para dezenas de milhares de migrantes da África subsaariana, países árabes e da Ásia. Os migrantes procuram chegar à Europa pelas costas italianas, a cerca de 300 quilómetros da costa líbia.

Vários milhares de migrantes encontram-se retidos na Líbia, regularmente apontada pelas organizações não-governamentais (ONG) pelos maus-tratos infligidos aos migrantes.

Desde o início do ano, 6.340 migrantes foram intercetados e levados de volta à Líbia, segundo o relatório da Organização Internacional para as Migrações (OIM) publicado na segunda-feira. Pelo menos 129 pessoas morreram e 459 foram dadas como desaparecidas, segundo a mesma organização.

Na Tunísia, a zona de Sfax é um dos principais pontos de partida de migrantes tunisinos e estrangeiros para as costas italianas. À medida que o verão se aproxima, o ritmo das partidas clandestinas acelera e muitos migrantes afogam-se.

No início de maio, as autoridades tunisianas anunciaram que encontraram os corpos de 24 migrantes que se afogaram após o naufrágio de vários barcos na costa de Sfax.

A Itália é um dos principais pontos de entrada na Europa para migrantes do norte da África, vindos principalmente da Tunísia e da Líbia, países onde as partidas aumentaram significativamente em 2021.

No ano passado, 15.671 migrantes conseguiram chegar a Itália da costa tunisina contra 12.883 em 2020, segundo o Fórum Tunisiano de Direitos Económicos e Sociais (FTDES).

Quase 2.000 migrantes foram dados como desaparecidos ou morreram afogados no Mediterrâneo no mesmo ano, em comparação com 1.401 em 2020, segundo a OIM.

Leia Também: Open Arms resgata cerca de 100 migrantes no Mediterrâneo central

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