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Zelensky pede em Davos "sanções máximas" contra a Rússia

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou hoje no Fórum de Davos para "sanções máximas" contra Moscovo, incluindo a suspensão de relações comerciais, e convidou as empresas estrangeiras a mudarem-se da Rússia para a Ucrânia.

 Zelensky pede em Davos "sanções máximas" contra a Rússia

Zelensky pediu aos participantes no Fórum Económico Mundial, que começou hoje na estância de neve suíça de Davos, que seja reforçada a pressão sobre a Rússia com "sanções convincentes", devido à guerra que iniciou na Ucrânia há três meses.

Disse que as sanções têm de ir mais longe para impedir a agressão da Rússia, incluindo um embargo petrolífero, o bloqueio de todos os seus bancos e a "retirada das empresas estrangeiras do mercado russo", as quais convidou a participaram na reconstrução da Ucrânia.

"Isto é o que as sanções devem ser: devem ser máximas, para que a Rússia e qualquer outro agressor potencial que queira travar uma guerra brutal contra o seu vizinho saiba claramente as consequências imediatas das suas ações", disse Zelensky, citado pelas agências internacionais.

"Não deveria haver nenhum comércio com a Rússia", insistiu.

Zelensky disse aos líderes empresariais que podem continuar a operar na Ucrânia, "um mercado de 40 milhões de pessoas".

"Convido-os a fazer parte do processo de reconstrução", pediu.

Zelensky disse também que a Ucrânia precisa de um financiamento de pelo menos 5.000 milhões de dólares por mês, o equivalente a mais de 4.600 milhões de euros ao câmbio atual.

O grupo das sete principais economias (G7) concordou, na sexta-feira, em conceder 19.800 milhões de dólares (mais de 18.550 milhões de euros) em ajuda económica à Ucrânia.

Zelensky também pediu mais armas, lamentando que o apoio da comunidade internacional nem sempre tenha sido suficientemente rápido.

"Se tivéssemos recebido 100% das nossas necessidades em fevereiro, o resultado teria sido dezenas de milhares de vidas salvas", justificou.

"É por isso que a Ucrânia precisa de todas as armas que estamos a pedir, e não apenas daquelas que foram entregues. É por isso que a Ucrânia precisa de financiamento", insistiu.

O discurso do Presidente da Ucrânia abriu a 51.ª edição do Fórum Económico Mundial, que decorre até quinta-feira, na estância dos Alpes suíços.

O encontro foi retomado após ter estado interrompido durante dois anos, devido à pandemia de covid-19.

Os organizadores consideraram tratar-se da edição "mais oportuna desde a criação" do fórum, por todos os problemas que o mundo enfrenta, incluindo a guerra na Ucrânia e as suas consequências para a economia mundial.

"Esta guerra é realmente um ponto de viragem na História e irá remodelar a nossa paisagem política e económica nos próximos anos", disse o fundador do fórum, Klaus Schwab.

São esperados mais de 2.500 participantes, incluindo cerca de 50 chefes de Estado e de governo, mais de 30 ministros dos Negócios Estrangeiros e mais de 50 ministros da Economia.

Além do discurso de Zelensky, a Ucrânia enviou uma delegação oficial a Davos liderada pelo chefe da diplomacia, Dmytro Kuleba, aproveitando a grande concentração de figuras políticas e empresariais para defender as posições de Kiev e lançar a discussão sobre a reconstrução do país.

Para esta edição não foi convidado qualquer representante do Governo ou de empresas russas.

Além da guerra na Ucrânia, os participantes deverão discutir questões como a subida dos preços dos alimentos e dos combustíveis, as alterações climáticas, a desigualdade e as crises sanitárias e as suas consequências.

[Notícia atualizada às 12h51]

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