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América Latina "a sofrer" consequências da invasão da Ucrânia

O secretário-geral da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), Mariano Jabonero, admitiu hoje que a invasão da Ucrânia pela Rússia está a ter um impacto económico negativo na América Latina, com consequências nas políticas sociais.

América Latina "a sofrer" consequências da invasão da Ucrânia

"[Os países latino-americanos] estão a sofrer algum impacto e efeitos económicos, porque a inflação subiu, subiram os preços e isso afeta as famílias. Os governos estão a implementar medidas cautelosas e isso afeta a política social", disse Jabonero em entrevista à agência Lusa, em Lisboa.

Recordando que "a América Latina é a única região do mundo que não tem nenhuma guerra fronteiriça", Jabonero sublinhou que os países da região "condenaram a invasão" quando se iniciou a guerra na Ucrânia e que a influência da Rússia na região "não é notável", apesar das relações russo-cubanas.

"A Rússia tem uma relação muito estreita com Cuba, uma relação histórica com Cuba, e no resto da região diria que não há grande influência", realçou o secretário-geral da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura.

"Na região há uma influência dos países europeus. Espanha é o principal país [de referência]. (...) E Estados Unidos e China, que é lugar de onde muitas matérias-primas são importadas.

A guerra na Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro, causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas de suas casas -- cerca de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,3 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 15 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Leia Também: AO MINUTO: Rússia diz controlar Azovstal; EUA mantêm militares na Europa

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