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Nova embaixadora dos EUA no Brasil diz que dará prioridade ao ambiente

Indicada para embaixadora dos Estados Unidos da América (EUA) no Brasil, Elizabeth Bagley, disse hoje numa audiência de confirmação no Senado norte-americano que terá como prioridade combater a desflorestação e os crimes ambientais no país sul-americano.

Nova embaixadora dos EUA no Brasil diz que dará prioridade ao ambiente
Notícias ao Minuto

19:06 - 18/05/22 por Lusa

Mundo Elizabeth Bagley

"Uma das minhas maiores prioridades será encorajar esforços para aumentar a ambição climática e reduzir dramaticamente a desflorestação, proteger os defensores [do meio ambiente no Brasil] e processar crimes ambientais e atos de violência correlatos", disse Bagley aos senadores norte-americanos.

Elizabeth Bagley, 69 anos, é advogada e foi embaixadora dos EUA em Portugal no mandato do ex-presidente Bill Clinton, período em que também atuou como assessora da ex-secretária de Estado Madeleine Albright.

Bagley foi nomeada para ocupar o posto mais importante da diplomacia norte-americana no Brasil em janeiro, mas sua audiência de confirmação aconteceu apenas hoje.

A nova embaixadora dos Estados Unidos no país sul-americano também ocupou cargos diplomáticos no Governo de Barack Obama, tendo sido conselheira sénior dos secretários de Estado John Kerry e Hillary Clinton.

A defesa do meio ambiente foi um dos pontos centrais do programa de Governo do atual Presidente dos EUA, Joe Biden, durante a campanha eleitoral.

Em abril de 2021, poucos meses depois de tomar posse, Biden organizou a Cimeira de Líderes sobre o Clima para discutir as alterações climáticas que têm como ponto central diminuir a destruição de biomas para alcançar objetivos de diminuir impactos do aumento da temperatura no planeta.

Um relatório divulgado no final de abril pelo World Research Institute (WRI) indicou que o Brasil liderou a perda de florestas tropicais registada em todo o mundo durante 2021.

De acordo com este relatório, durante o ano passado, cerca de 3,75 milhões de hectares de floresta tropical húmida primária desapareceram em todo o planeta, dos quais cerca de 1,5 milhão de hectares foram derrubadas ano Brasil, principalmente da região amazónica.

Dados do sistema Deter, do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão ligado ao Governo brasileiro, indicaram que o destruição da Amazónia brasileira seguiu avançando em níveis alarmantes em abril passado.

Entre os dias 01 e 29 de abril, os alertas de satélites do IMPE apontam para um total de 1.013 quilómetros quadrados de áreas desflorestadas, um aumento de 74,6% face ao mesmo mês de 2021.

A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta, com cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).

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