O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) está a ajudar a transferência de pelo menos 100 prisioneiros para o Iémen em três voos, disse o porta-voz da organização no Iémen, Basheer Omar.
A coligação liderada pela Arábia Saudita avançou, no mês passado, que iria transferir 163 prisioneiros para os seus rivais -- os rebeldes huthis apoiados pelo Irão -- na sequência de um acordo de cessar-fogo, que visa preparar o fim da guerra que já dura há quase 8 anos.
As autoridades huthis ainda não se pronunciaram sobre a libertação dos prisioneiros nem esclareceram como iria decorrer o regresso destas pessoas ao país.
A cidade de Áden, no sul do país, é controlada pelo governo internacionalmente reconhecido.
A trégua, que entrou em vigor em 2 de abril, é o primeiro cessar-fogo nacional no Iémen nos últimos seis anos e foi conseguida através de esforços internacionais e regionais conjuntos para encontrar solução para um conflito que devastou o país mais pobre do mundo árabe e o levou à beira da fome.
O acordo completo ainda não foi adotado, pelo que, no final de abril, os dois lados em conflito não conseguiram operar o primeiro voo comercial a partir da capital do Iémen, Sanaa (controlada pelos rebeldes) desde 2016.
A guerra civil do Iémen teve início em 2014, quando os huthis - o movimento político-religioso Ansar Allah, maioritariamente xiita zaidita do noroeste do Iémen -, apoiados pelo Irão, tomaram a capital, Sanaa, e forçaram o Governo ao exílio.
Uma coligação de países, liderada pela Arábia Saudita, entrou na guerra no início de 2015 para tentar restaurar o poder do Governo.
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