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Milhares protestam para exigir demissão do primeiro-ministro arménio

Dezenas de milhares de manifestantes bloquearam hoje ruas e reuniram-se junto de edifícios governamentais na capital da Arménia para exigir a demissão do primeiro-ministro arménio, Nikol Pashinian, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).

Milhares protestam para exigir demissão do primeiro-ministro arménio
Notícias ao Minuto

23:26 - 04/05/22 por Lusa

Mundo Arménia

As pessoas usaram betoneiras e camiões para fechar estradas e pontes que dão acesso ao centro de Erevan.

As manifestações contra o Governo arménio ocorrem quase todos os dias desde 17 de abril. Nikol Pashinian tornou-se o alvo depois de ter comentado no parlamento sobre a necessidade de assinar um acordo de paz com o Azerbaijão.

Os dois países estão conflito há várias décadas pela região separatista de Nagorno- Karabakh, que faz parte do Azerbaijão, mas está sob controlo arménio desde o início dos anos de 1990.

Durante uma guerra de seis semanas em 2020, o Azebaijão recuperou o controlo sobre parte da região antes de assinar um cessar-fogo mediada pela Rússia com a Arménia.

"Só podemos falar com as autoridades sobre uma coisa -- uma saída imediata", disse o opositor e vice-presidente do parlamento do país, Ishkhan Saghatelyan.

Ishkhan Saghatelyan pediu a todos os arménios que se unam à desobediência civil e que os protestos continuem diariamente.

Várias dezenas de pessoas foram detidas hoje na Arménia durante novas manifestações.

Alguns manifestantes estacionaram camiões em pontes na capital arménia, Erevan, interrompendo por breves momentos o tráfego rodoviário, enquanto pequenos grupos de manifestantes tentavam bloquear outras vias rodoviárias.

Várias dezenas de pessoas foram detidas na sequência destas ações, segundo relatou a AFP, mas sem indicar um número exato.

A Arménia tem sido palco há vários dias de manifestações que pedem a renúncia de Pashinian, a quem os opositores acusam de querer entregar o enclave separatista de Nagorno-Karabakh ao Azerbaijão.

Mais de 200 manifestantes foram detidos em várias cidades da Arménia na terça-feira, tendo sido libertados no mesmo dia.

O vice-presidente do Parlamento e líder da oposição, Ichkhan Sagatelian, disse que os protestos "irão crescer cada vez mais até que Pashinian renuncie".

As ex-repúblicas soviéticas da Arménia e do Azerbaijão lutam há três décadas pela região de Nagorno-Karabakh, território de maioria arménia e que declarou a secessão do Azerbaijão.

A última guerra na região ocorreu em novembro de 2020. Sob a mediação de Moscovo, a Arménia e o Azerbaijão firmaram um cessar-fogo que pôs fim ao conflito armado de seis semanas e a Rússia enviou "forças de manutenção de paz" para a região.

Os combates, que fizeram mais de 6.500 mortos em 2020, ficaram marcados pela derrota da Arménia, cujo Governo foi obrigado a ceder importantes territórios que controlava desde a primeira guerra do início dos anos 1990.

A região do Nagorno-Karabakh separou-se do Azerbaijão após o colapso da União Soviética, tendo a guerra dos anos 1990 provocado a morte de 30 mil pessoas e milhares de refugiados.

Leia Também: Dezenas de pessoas detidas em novas manifestações na Arménia

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