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Situação "incerta". Cruz Vermelha confirma saída de equipa de Mariupol

A equipa do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) em Mariupol (leste da Ucrânia) abandonou a cidade, mas outra equipa está a preparar-se para substituí-la quando receber as garantias de segurança necessárias, indicou hoje o presidente da organização.

Situação "incerta". Cruz Vermelha confirma saída de equipa de Mariupol

O responsável do CICV precisou que a equipa, juntamente com as respetivas famílias e vários milhares de pessoas autorizadas a sair pelas tropas russas, deixaram na quarta-feira Mariupol, numa conferência de imprensa virtual a partir de Kiev, onde se encontra numa visita de cinco dias para fazer uma avaliação da situação humanitária e pedir às partes em conflito que permitam que a organização cumpra a sua missão de ajuda à população civil.

"Neste momento, não temos nenhum pessoal no centro de Mariupol, mas temos outra equipa que está a preparar-se para ir quando tivermos passagem segura", explicou Peter Maurer.

Acrescentou ainda que estão a ser feitos preparativos logísticos para entrar na cidade com assistência, assim que seja possível.

Sobre o ataque ocorrido na quarta-feira ao teatro de Mariupol, onde se estima que se encontrassem abrigados cerca de mil civis, Maurer disse que a sua organização não tem uma avaliação independente do que aconteceu e não pode fazer especulações.

"É claro que temos visto imagens perturbadoras nas últimas duas semanas e é por essa razão que recolhemos informação, para ter uma melhor ideia do que se passa nesta guerra em núcleos urbanos, onde os civis estão a ser atacados tão violentamente", sustentou.

Maurer indicou que o CICV continuará a falar com as partes no conflito e que exporá à Rússia as suas preocupações sobre as informações que estão a emergir de ataques a civis.

No caso do Teatro Drama de Mariupol, imagens de satélite captadas a 14 de março, dois dias antes do ataque, mostram que alguém escrevera a branco no chão, à porta do edifício, a palavra "crianças" em russo e em letras gigantescas, legíveis a grande altitude, pelo que as forças russas não podem alegar que desconheciam que ali se encontravam civis.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou já a fuga de 4,8 milhões de pessoas, mais de 3,1 milhões das quais para os países vizinhos, de acordo com os mais recentes dados da ONU -- a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, e muitos países e organizações impuseram à Rússia sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

A guerra na Ucrânia, que entrou hoje no 22.º dia, causou um número ainda por determinar de mortos e feridos, que poderá ser da ordem dos milhares.

Embora admitindo que "os números reais são consideravelmente mais elevados", a ONU confirmou hoje pelo menos 780 mortos e 1.252 feridos entre a população civil, incluindo várias dezenas de crianças.

Leia Também: Mantêm-se em Mariupol 11 vezes mais pessoas do que as que escaparam

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