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Borrell diz que UE apoia esforço africano para garantir a paz na Etiópia

O alto representante da Política Exterior e Segurança Comum da União Europeia, Josep Borrell, manifestou hoje o apoio aos esforços africanos para encontrar uma solução para a guerra na Etiópia, salientando o importante papel do Quénia.

Borrell diz que UE apoia esforço africano para garantir a paz na Etiópia
Notícias ao Minuto

19:18 - 28/01/22 por Lusa

Mundo Josep Borrell

"Elogiamos e apoiamos os esforços que estão a ser realizados pelo Quénia para encontrar uma solução viável para o conflito na Etiópia", disse o chefe da diplomacia europeia durante uma conferência de imprensa em Nairobi com a ministra queniana dos Assuntos Externos, Raychelle Omamo.

"Tive oportunidade de ouvir a análise do presidente Kenyatta sobre a situação na Etiópia", apontou o vice-presidente da Comissão Europeia, que chegou hoje a Nairobi para uma visita de dois dias, na qual já se encontrou com o Presidente, Uhuru Kenyatta.

Por seu turno, Omamo assegurou que o Quénia vai continuar a trabalhar a favor de uma solução negociada que acabe com a guerra que opõe o governo etíope aos rebeldes da região nortenha do Tigray desde novembro de 2000 e que já causou milhares de mortos e milhões de desalojadas.

"Claro que procuramos a paz, uma paz sustentável, baseada no diálogo, e vamos continuar a trabalhar com outros parceiros para transmitir esta mensagem", disse a ministra queniana, considerando a União Europeia "um parceiro fundamental para a paz e segurança na região".

A guerra no Tigray eclodiu em 04 de novembro de 2020, quando o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, enviou o exército federal para aquele estado no norte do país, com a missão de retirar pela força os dirigentes locais da Frente de Libertação do Povo de Tigray (TPLF, na sigla em inglês) que vinham a desafiar a autoridade de Adis Abeba há muitos meses.

O pretexto específico da invasão foi um alegado ataque das forças estaduais a uma base militar federal no Tigray, e a operação foi inicialmente caracterizada por Adis Abeba como uma missão de polícia, que tinha como objetivo restabelecer a ordem constitucional e conduzir perante a justiça os responsáveis pela sua perturbação continuada.

O conflito na Etiópia provocou a morte de vários milhares de pessoas e fez mais de dois milhões de deslocados, deixando ainda centenas de milhares de etíopes em condições de quase fome, de acordo com a ONU.

Leia Também: Etiópia. Governo aprova fim do estado de emergência

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