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Capitólio. Crente do QAnon condenado a prisão por agredir polícias

Um homem que se identificou como crente na teoria da conspiração QAnon foi hoje condenado a três anos e oito meses de prisão por agredir polícias no Capitólio dos Estados Unidos durante o ataque do ano passado.

Capitólio. Crente do QAnon condenado a prisão por agredir polícias

No tribunal, Nicholas Languerand disse que era patriota, mas o juiz que sentenciou afirmou que os manifestantes que invadiram o Capitólio em 06 de janeiro de 2021 não mereciam essa designação.

"Os patriotas eram os polícias que defendiam o edifício do Capitólio e os nossos valores democráticos", disse o juiz distrital dos Estados Unidos John Bates, antes enunciar uma das sentenças mais longas para um desordeiro até agora.

Nicholas Languerand, de 26 anos, também disse ao juiz que era um seguidor do QAnon, teoria da conspiração que se centra na crença infundada de que o antigo Presidente dos Estados Unidos Donald Trump estava a travar uma luta secreta contra uma cabala de inimigos do "estado profundo" que adorava Satanás e sacrificava crianças, democratas proeminentes e elites de Hollywood.

Outra crença fundamental dos seguidores do QAnon é que Trump orquestraria detenções massivas, tribunais militares e execuções dos seus inimigos.

O QAnon tem sido associado a uma série de crimes violentos, tendo o FBI alertado as autoridades de que os extremistas movidos por teorias da conspiração tornam-se uma ameaça de terrorismo doméstico.

"Nunca foi para ser algo violento", disse Nicholas Languerand, que se declarou culpado de uma acusação de agressão criminosa em novembro.

Os procuradores recomendaram uma sentença de quatro anos e três meses de prisão para o homem, que se mudou de Vermont para a Carolina do Sul para morar com os avós após o ataque.

Nicholas Languerand agrediu repetidamente a polícia no Capitólio, atirando madeira e um altifalante para as forças policiais, gabando-se das suas ações nas redes sociais, de acordo com procurador assistente dos Estados Unidos, Robert Juman.

"O réu não foi apanhado na violência. Ele procurou-a", disse Juman.

As autoridades federais vincularam de forma explicita mais de 30 réus do ataque ao QAnon, de acordo uma investigação da agência de notícias AP aos registos judiciais.

O verdadeiro número de manifestantes influenciado pela teoria da conspiração é provavelmente muito maior, já que o QAnon foi adotado e promovido por apoiantes influentes de Donald Trump.

"As coisas não aconteceram como eu esperava. Houve pessoas que me disseram que as coisas iriam acontecer de uma certa forma e depois não aconteceram. [...] Comecei a perceber que algumas dessas pessoas podem não ter-me dito a verdade", observou Nicholas Languerand.

Depois de ter ficado desempregado em 2020, Nicholas Languerand foi morar para um trailer sem viatura ou televisão, em Vermont, começando a consumir informações na Internet sobre o QAnon e os Proud Boys, uma organização neofascista de extrema-direita, segundo o seu advogado.

Mais de 730 pessoas foram acusadas de crime federais relacionados com o ataque. Mais de 200 delas declaram-se culpadas, principalmente por infrações com pena máxima de seis meses de prisão.

Nicholas Languerand é o quarto manifestante a ser condenado por agredir a polícia. Os outros réus ficaram sujeitos a penas de prisão que variam de 41 a 63 meses.

A diretrizes federais de condenação no caso de Languerand exigiam uma sentença que variava entre 46 e 57 meses, mas o juiz não estava vinculado à conduta.

Nicholas Languerand está preso desde abril do ano passado em Little River, na Carolina do Sul, uma cidade costeira perto da fronteira do estado da Carolina do Norte.

O advogado de defesa William Welch III pediu ao juiz que sentenciasse Languerand a um ano e um dia de prisão com crédito pelos nove meses que já havia cumprido. Welch disse que o seu cliente não planeava envolver-se em violência naquele dia.

"Ele acreditava que fazia parte de algo revolucionário", disse o advogado.

Leia Também: Ativista do QAnon, que defendia que Covid-19 era fraude, morre da doença

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