Meteorologia

  • 29 MAIO 2022
Tempo
17º
MIN 16º MÁX 22º

Lula diz que se chegar ao poder vai governar com jovens e descarta Dilma

O ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que se voltar ao poder no Brasil apostará nos jovens e descartou qualquer participação da ex-Presidente Dilma Rousseff num futuro Governo.

Lula diz que se chegar ao poder vai governar com jovens e descarta Dilma
Notícias ao Minuto

17:56 - 26/01/22 por Lusa

Mundo Brasil

Lula da Silva ainda não confirmou que será novamente candidato à Presidência, mas há meses lidera todas as sondagens sobre intenções de voto com apoio de cerca de 45% dos brasileiros.

Numa entrevista à rádio CBN, Lula da Silva foi questionado sobre o papel que Dilma Rousseff teria num eventual próximo Governo e respondeu: "o tempo passou, há muita gente nova e pretendo montar o meu Governo com muitos jovens, muitas pessoas importantes e também experientes".

O político progressista, que governou o Brasil por dois períodos consecutivos entre 2003 e 2011, declarou ter o mais profundo respeito e carinho por Dilma Rousseff, a quem considera "uma pessoa de extraordinária competência".

No entanto, Lula da Silva acrescentou que, na sua opinião, a ex-Presidente, que foi retirada do poder num processo de destituição em 2016, não tem a paciência necessária para ouvir quem não concorda com o seu pensamento.

"Sou daqueles políticos que, se um cara [uma pessoa] conta uma piada que eu já sei, não vou contar que sei", vou pedir para ele contar de novo e, se for preciso, vou rir", disse.

Lula da Silva insistiu que só decidirá se será candidato à Presidência pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nas próximas semanas, mas voltou a reconhecer que o seu número dois nas eleições poderá ser o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que acaba de se desvincular do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), adversário histórico do PT.

Segundo Lula da Silva, isso vai depender da próxima filiação de Alckmin - um político conservador e liberal que pode aproximá-lo dos mercados e conter a desconfiança que o seu nome gera no empresariado.

O ex-Presidente também acrescentou, numa aparente referência ao ressentimento que Alckmin gera no seu próprio partido e na esquerda em geral, que o seu desejo é que "o PT entenda a necessidade de fazer alianças" para enfrentar a extrema-direita liderada pelo atual Presidente, Jair Bolsonaro.

Leia Também: Brasil. Sondagem dá vitória a Lula da Silva na primeira volta

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Sexto ano consecutivo Escolha do Consumidor e Prémio Cinco Estrelas para Imprensa Online.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download

;
Campo obrigatório