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África do Sul lança primeira fábrica que produzirá vacinas no continente

A África do Sul, que tem liderado a luta pela igualdade de acesso às vacinas anti-covid-19, lançou hoje na Cidade do Cabo a primeira fábrica do continente que produzirá doses do princípio ao fim.

África do Sul lança primeira fábrica que produzirá vacinas no continente
Notícias ao Minuto

13:53 - 19/01/22 por Lusa

Mundo Covid-19

Até agora só existiam em África acordos para completar as últimas fases de produção de vacinas.

Financiada pelo milionário das biotecnologias Patrick Soon-Shiong, a fábrica chamar-se-á NantSA e terá instalações investigação científica de ponta e capacidade para desenvolver e produzir vacinas e tratamentos de alta tecnologia que terão como prioridade o continente africano, noticiam as agências internacionais.

O objetivo será produzir uma vacina de segunda geração "fabricada em África e para África, e exportá-la para o mundo inteiro", disse o próprio empresário, de origem chinesa e nascido na África do Sul.

As primeiras vacinas serão produzidas ainda este ano e a fábrica deverá conseguir produzir mil milhões de doses por ano até 2025.

A criação de vacinas de segunda geração visa responder à perda de eficácia das primeiras vacinas ao longo do tempo, mas também ao aparecimento de novas variantes do SARS-CoV-2.

"Atualmente, provámos que estamos prestes a tornar-nos autónomos como continente e devemos ficar orgulhosos do que realizámos", disse o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa na cerimónia de lançamento da fábrica, cuja construção deverá custar 3.000 milhões de rands (172 milhões de euros).

Nestas instalações também serão estudadas vacinas revolucionárias contra o cancro (já em ensaios clínicos na empresa de Soon-Shiong), o vírus da imunodeficiência humana (VIH) ou a tuberculose.

Oficialmente o país africano mais afetado pela pandemia de covid-19, a África do Sul regista mais de 3,5 milhões de casos e 93.400 mortos desde o início da pandemia, numa altura em que o continente registou mais de 10 milhões de casos em janeiro.

As infeções dispararam desde que a variante Omicron foi descoberta na África do Sul no final de novembro.

A taxa de vacinação dos cerca de 1,2 mil milhões de africanos continua baixa, devido a dificuldades de fornecimento, mas também a algum ceticismo por parte da população.

Atualmente, segundo a Organização Mundial de Saúde, o continente participa na produção de menos de 1% das vacinas que consome.

No final de 2020, a África do Sul e a Índia propuseram à Organização Mundial de Comércio (OMC) a suspensão dos direitos de propriedade intelectual dos tratamentos e vacinas contra a covid-19.

Vários países e organizações não-governamentais apoiaram a proposta, mas o assunto, que voltou a ser discutido na conferência da OMC em novembro, ainda não foi decidido.

A África do Sul tem já dois locais de montagem e embalagem de vacinas anti-covid-19: o instituto Biovac na cidade do Cabo deverá começar a embalar a vacina Pfizer-BioNTech no início do ano e a Aspen Pharmacare, a maior farmacêutica em África, produz a vacina da Johnson & Johnson na sua fábrica de Gqeberha (sul).

Soon-Shiong, que tem também nacionalidade norte-americana, fez fortuna a desenvolver um medicamento anti-cancro chamado Abraxane e é fundador do conglomerado NantWorks, com sede nos EUA, e acionista da equipa de basquetebol norte-americano Los Angeles Lakers.

A covid-19 provocou 5.543.637 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral e tornou-se dominante em vários países.

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