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Itália entram em batalha pela Presidência agitada por Berlusconi

Várias regiões italianas entraram hoje na corrida para a eleição do Presidente da República, a 24 de janeiro no parlamento, agitada pelo desafio de Silvio Berlusconi ao primeiro-ministro, Mario Draghi, os dois nomes mais apontados para o cargo.

Itália entram em batalha pela Presidência agitada por Berlusconi

As duas principais regiões de Itália - Lácio (centro) e Lombardia (norte), com Roma e Milão como capitais - além de Ligúria, Veneto, Piemonte (norte), Úmbria (centro) e Campânia (sul), elegeram hoje os seus representantes na sessão parlamentar conjunta em que se votará no sucessor do atual Presidente, Sergio Mattarella, para os próximos sete anos.

Os sete presidentes regionais, juntamente com outros dois delegados por cada região, irão ao palácio Montecitório, sede da Câmara dos Deputados, onde votarão os mais de mil "grandes eleitores" designados: 630 deputados, 321 senadores e 58 representantes das regiões.

Para se ser eleito nas três primeiras votações, são necessários 673 votos, mas, a partir da quarta votação, a eleição é válida com uma maioria simples de 505.

Se não houver consenso, serão dissolvidas as duas câmaras parlamentares e convocadas eleições, o que beneficiaria a extrema-direita, segundo demonstram as sondagens desde há meses.

Nesta atmosfera pré-eleitoral em que todos os partidos afinam as suas estratégias, o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi desafiou na segunda-feira o atual titular do cargo, Mario Draghi, ao garantir que, se deixar o Governo para ser chefe de Estado, o seu partido, o conservador Força Itália (FI) abandonará a maioria que sustenta o executivo.

"Muitos não parecem dispostos a votar nele, porque a sua eleição inevitavelmente desencadearia eleições antecipadas", disse Berlusconi, acrescentando que "o FI não se sente obrigado a apoiar nenhum Governo sem Draghi e, nesse caso, sairia da maioria", segundo fontes do seu partido.

O magnata e três vezes primeiro-ministro viaja hoje para Roma para acompanhar de perto as negociações para o Quirinal, sede da Presidência da República, e onde prevê reunir-se com os seus parceiros da extrema-direita, Giorgia Meloni e Matteo Salvini, antes de tomar uma decisão definitiva.

Draghi, o político mais valorizado do país, é, por agora, o candidato mais sólido, embora a sua ida para a Presidência abrisse uma encruzilhada, já que a Constituição italiana indica explicitamente que o Governo e a chefia do Estado não podem estar nas mãos da mesma pessoa.

Berlusconi é o outro candidato mais falado, estando nos últimos dias a mover todos os seus recursos para obter o máximo de apoios, embora pareça improvável que sejam suficientes, mesmo se chegasse à quarta votação.

Em qualquer caso, é habitual que os primeiros nomes que surgem na disputa pelo Quirinal depressa saiam da corrida presidencial, para a qual também estão a ser considerados os da atual ministra da Justiça, Marta Cartabia, do ex-primeiro-ministro Giuliano Amato e do ex-titular dos Negócios Estrangeiros Franco Frattini.

Leia Também: Silvio Berlusconi volta a ser hospitalizado

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