Os camionistas espanhóis marcharam hoje pelas ruas de Madrid nas suas viaturas para exigir melhores condições laborais, fazendo-se ouvir através das buzinas das suas viaturas.
Cerca de 30 camionistas - número máximo de veículos permitido pelo governo espanhol - participaram numa marcha de protesto convocada pela Confederação Espanhola de Transporte de Mercadorias (CETM) de Madrid, Federação Nacional das Associações de Transporte da Espanha (Fenadismer) e outras organizações empresariais, que avançaram com uma greve de três dias programada para os dias 20 e 22 de dezembro.
O objetivo da concentração, sob o lema: “O transporte diz que já chega”, foi expor os problemas enfrentados pelo setor de transporte rodoviário de carga e denunciar a falta de medidas do governo.
Espera-se que protestos semelhantes a este ocorram em diversas cidades, sendo que foram convocados em Córdoba, Almería, Valência, e, para amanhã, em Barcelona.
De acordo com El País, o secretário-geral da Fenadismer, Juan José Gil, confessou que já se decidiram medidas para melhorar as condições de trabalho dos camionistas e que “serão aprovadas por decreto lei dentro de 60 dias”, acrescentando que “agora falta especificar essas regras por escrito”.
Antonio Villaverde, vice-presidente da Fetransa (Federação Nacional de Transporte Rodoviário espanhol), também se mostrou otimista, mas alerta para a necessidade de verificar o que foi apresentado.
“Teremos que analisar o documento que materializa essas medidas”, disse, explicando que que é necessário "garantir que não haverá nada que prejudique os direitos dos trabalhadores, principalmente no que diz respeito ao embarque e desembarque da mercadoria”.
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