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Homem em prisão perpétua libertado com apoio da juíza que o condenou

Um homem condenado a prisão perpétua em 1995, por um roubo cometido enquanto adolescente nos Estados Unidos, obteve na segunda-feira liberdade condicional após a juíza que o condenou ter mudado de opinião e defendido a sua libertação.

Homem em prisão perpétua libertado com apoio da juíza que o condenou
Notícias ao Minuto

06:22 - 15/12/21 por Lusa

Mundo EUA

Bobby Bostic, de 42 anos, viu ser-lhe concedida na segunda-feira a liberdade condicional pelo conselho responsável por estes pedidos no Estado do Missouri e será libertado no final de 2022, divulgou na terça-feira a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) e o Departamento Prisional do Missouri.

O norte-americano tinha 16 anos quando, em dezembro de 1995, juntamente com outro adolescente, roubaram com recurso a uma arma um grupo de pessoas que estava a entregar prendas de Natal para famílias carenciadas, noticia a agência AP.

A acusação referiu que Bostic disparou um tiro que atingiu de raspão uma das vítimas e que ele, e o outro adolescente, sequestraram e roubaram uma mulher, antes de a libertarem.

A juíza responsável pelo caso, Evelyn Baker, considerou na altura que era improvável que Bobby Bostic pudesse ser reabilitado e condenou-o a um total de 241 anos de prisão por 18 acusações.

Em 2010, Bostic teve esperança de uma possível libertação após uma decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos que proibiu a pena de prisão perpétua para menores de 18 anos, por crimes que não estivessem ligados a homicídios.

No entanto, este órgão judicial recusou a analisar o seu caso em 2019.

O apoio para a liberdade condicional surgiu de uma fonte improvável, a juíza que o condenou em 1995.

Evelyn Baker, já reformada, lamentou a sentença que decretou e, em 2018, pediu que esta fosse revogada, defendendo que foi extremamente injusta.

"O que aprendi tarde demais é que os cérebros dos jovens não são estáticos, estão constantemente em processo de amadurecimento", referiu num texto divulgado pelo jornal The Washington Post.

Quando o Supremo Tribunal norte-americano negou o pedido de Bostic, a União Americana pelas Liberdades Civis trabalhou com o Estado do Missouri para aprovar uma lei baseado no seu caso e permitir que adolescentes condenados a prisão perpétua por crimes que não envolvam homicídios sejam revistos pelo conselho de liberdade condicional após 15 anos.

Enquanto aguarda a libertação, prevista para 09 de novembro de 2022, Bostic terá à disposição uma variedade de programas, incluindo aulas de preparação para o emprego e para a reunificação familiar, salientou a porta-voz do Departamento Prisional do Missouri, Karen Pojmann.

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