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Partido de direita reconhece vitória da esquerda nas Honduras

O partido de direita no poder nas Honduras reconheceu, na terça-feira, a derrota nas eleições presidenciais conquistadas pela candidata de esquerda Xiomara Castro, segundo os resultados provisórios quando já estão contados metade dos votos.

Partido de direita reconhece vitória da esquerda nas Honduras
Notícias ao Minuto

07:01 - 01/12/21 por Lusa

Mundo Eleições Honduras

"Desejamos sucesso aos que venceram as eleições", referiu o porta-voz do Partido Nacional (PN), Kilvett Bertrand, em declarações à rádio local Radio América.

O responsável assegurou que o PN continuará "a trabalhar com força e como oposição para proteger a democracia".

"É possível ver o clima de paz e tranquilidade que existe no país, mesmo que o Partido Nacional não tenha sido eleito para chefe do Governo", acrescentou.

Segundo os resultados parciais, com 52,07% dos votos contabilizados, a candidata de esquerda Xiomara Castro, de 62 anos, do LIBRE, venceu com 53,40% dos votos e com uma larga margem para o candidato do PN, Nasry Asfura (33,98%).

Desde o encerramento das urnas, no domingo, a contagem dos votos tem decorrido de forma lenta.

Segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), muitos dos votos chegam em formato físico e têm de ser processados eletronicamente, enquanto uma parte chega em formato digital.

A candidata de esquerda hondurenha Xiomara Castro proclamou no domingo à noite vitória nas eleições presidenciais das Honduras, contra o delfim do Presidente de direita cessante, num país envolto em violência e corrupção ligadas ao tráfico de droga.

A participação eleitoral no país centro-americano, com 10 milhões de habitantes, assolado pela violência e pobreza, atingiu um nível "histórico" de participação superior a 60%, revelou a CNE.

A Missão de Observação Eleitoral da União Europeia (MOE-EU) nas Honduras apontou na terça-feira que as eleições de domingo foram realizadas "com calma" apesar de uma administração "altamente politizada".

"O dia das eleições decorreu calmamente e os eleitores compareceram em grande número às seções de voto, mostrando um forte compromisso com a democracia e os valores cívicos", salientou o responsável da MOE-EU, Zeljana Zovko, durante a apresentação de um relatório preliminar.

Zeljana Zovko referiu que as eleições hondurenhas foram caracterizadas por "uma gestão altamente politizada e com níveis sem precedentes de violência política".

E acrescentou, citado pela agência EFE, que o receio de violência "minou a oportunidade efetiva de fazer campanha em condições de igualdade e o direito à participação política de candidatos e eleitores".

O relatório preliminar destaca também que os órgãos de comunicação do Estado "favoreceram visivelmente o PN [no poder] e o seu candidato presidencial" e que o período de reflexão, em vigor cinco dias antes, foi "amplamente ignorado mesmo durante o dia das eleições".

Para o responsável pela delegação do Parlamento Europeu, Javier Nart, os hondurenhos "demonstraram um profundo sentido democrático e cívico" ao marcarem presença nas urnas.

"Agora é altura dos políticos colocarem as instituições ao serviço dos cidadãos para criar as oportunidades de que este país precisa e garantir um futuro mais próspero e seguro para as Honduras", vincou.

A UE destacou, a convite do Governo das Honduras, 78 observadores e a missão ficará no país para observar o resto do processo eleitoral, sendo que o relatório final terá também recomendações para possíveis reformas em futuros processos eleitorais.

Além da escolha de um novo Presidente da República, o escrutínio destinava-se também a eleger deputados e autarcas.

O LIBRE conquistou também os municípios das duas maiores cidades do país, a capital Tegucigalpa e San Pedro Sula (nordeste).

As Honduras são há 12 anos lideradas pelo Partido Nacional, na pessoa de Juan Orlando Hernández, fortemente rejeitado por diversos setores da sociedade e acusado pelos principais líderes da oposição de corrupção e envolvimento no tráfico de droga.

Leia Também: Hondurenhos elegem hoje novo presidente em clima de violência e corrupção

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