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Sudão. Oposição denuncia detenção de prisioneiros horas após libertação

A oposição sudanesa denunciou hoje que mais de 20 prisioneiros políticos detidos na sequência do golpe militar do mês passado, incluindo sete membros das autoridades dissolvidas e líderes políticos, voltaram a ser detidos horas após a sua libertação.

Sudão. Oposição denuncia detenção de prisioneiros horas após libertação
Notícias ao Minuto

23:20 - 28/11/21 por Lusa

Mundo Sudão

Al Moez Hasrat, membro das Forças da Liberdade e Mudança, a aliança que integrou as instituições de transição do Sudão até ao golpe de estado, disse à agência espanhola Efe que as autoridades que investigam os crimes contra o Estado prenderam na última madrugada vários dos prisioneiros que tinham sido libertados.

Segundo Moez Hasrat, entre os detidos está o antigo membro do Conselho Soberano (o órgão máximo do poder no processo de transição) Mohamed al-Faki, o ministro da Indústria do Governo deposto, Ibrahim al-Shaykh, e o antigo membro do Comité para o Desmantelamento do Regime do antigo ditador Omar al-Bashir, Waydi Saleh.

Também voltaram a ser detidos um porta-voz das Forças da Liberdade e Mudança, Yafar Hassan, um líder da Associação dos Profissionais do Sudão, organização que liderou manifestações e greves contra o golpe de Estado, e outras 17 pessoas.

Moez Hasrat explicou que os advogados dos detidos foram informados que estes tinham sido presos por denúncias relacionadas com o incitamento das forças de segurança a não desempenharem as suas funções e de tentar gerar descontentamento entre as forças regulares.

A libertação dos presos políticos detidos desde o golpe de Estado foi um dos compromissos assumidos no pacto alcançado em 21 de novembro entre os militares e o primeiro-ministro deposto, Abdullah Hamdok, para que este voltasse a liderar um Governo civil.

Além disso, tinha sido uma das principais exigências da comunidade internacional, cuja pressão levou o comandante-chefe do exército e considerado o líder do golpe, Al-Burhan, a fazer um pacto com Hamdok.

O acordo, contudo, foi rejeitado pelas Forças da Liberdade e Mudança, uma aliança de partidos políticos, associações e grupos civis que partilharam o Governo sudanês com os militares durante o processo de transição em nome da sociedade civil, considerando-o uma traição por parte de Hamdok.

Leia Também: Vários mortos em confrontos entre exércitos sudanês e etíope

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