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De emigrante sem futuro certo a auditor fiscal estadual nos EUA

Carlos da Silva saiu do Brasil aos 18 anos, chegou aos Estados Unidos sem um futuro certo, aprendeu inglês numa organização, trabalhou três empregos ao mesmo tempo e agora é auditor fiscal no estado de Massachusetts.

De emigrante sem futuro certo a auditor fiscal estadual nos EUA

Conhecido como Da Silva nos EUA, o brasileiro diz à agência Lusa que nunca deixou de estudar, motivo pelo que conseguiu chegar onde chegou.

"Até hoje eu estudo. Eu consegui me formar com bacharelato em liderança de administração sindical, fui sindicalista aqui, fui empresário, fui bancário e hoje ainda sou auditor fiscal do Estado de Massachusetts", disse, em entrevista à agência Lusa, em Boston.

"Eu vim para cá [Estados Unidos] com a idade de 18 anos, sem nenhum parente aqui. Não falava o idioma e vim com o objetivo de ficar três anos, ganhar um dinheiro e voltar para o Brasil, comprar uma casa, um carro e arranjar uma esposa", recordou o emigrante.

Considerando que "não sabia fazer nada" quando se mudou para os Estados Unidos, rapidamente se "tornou independente" e entre mudanças de morada, aprendizagem da língua e dívidas, arranjou emprego.

"Fui morar com outras pessoas que eu conhecia do Brasil e depois não arranjei só um, arranjei três trabalhos. Então, eu trabalhava três empregos durante um ano. Eu dormia basicamente três horas por noite e domingo de manhã eu tinha tempo para ir lavar as roupas", salientou.

Carlos A.F. da Silva, também membro do conselho escolar de Hingham, onde se determina a política escolar para a localidade, não se considera "vitorioso", mas "batalhador": "Eu estou ainda à busca da vitória. Não para".

Antigo sindicalista e gerente de relações com funcionários, supervisionando as políticas empresariais para com empregados, Da Silva aprendeu "as primeiras frases de inglês" quando chegou aos Estados Unidos, na antiga Cambridge Organization of Portuguese Americans (COPA), agora transformada na Massachusetts Alliance for Portuguese Speakers (MAPS).

Passados dez anos, tornou-se tesoureiro, vice-presidente e presidente do conselho diretivo da MAPS, organização de serviços sociais que serve as comunidades de língua portuguesa na região da costa leste dos Estados Unidos, com muitos portugueses, brasileiros e cabo-verdianos.

"Eu acredito que você tem que dar de volta para aquela organização que te ajudou. Eles me ajudaram a aprender as primeiras frases de inglês e para mim foi de grande honra voltar e fazer parte do conselho diretivo", disse Carlos A.F. Da Silva.

Com a renovação e crescimento da organização, os aniversários, em vez de serem em clubes culturais e recreativos, acontecem em hotéis e espaços de maior escala, "um grande orgulho" para o responsável.

Reconhecido como um dos "construtores" da MAPS na década de 2000, Carlos A.F. Da Silva diz que os antecedentes "foram construtores do primeiro andar, eu construí o segundo e espero construir o terceiro e o quarto", assim antevendo um grande futuro para a organização que celebrou 51 anos recentemente.

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