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Supremo do Brasil determina extradição de 'blogger' bolsonarista dos EUA

O juiz Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, determinou a prisão preventiva e extradição dos Estados Unidos do 'blogger' 'bolsonarista' Allan dos Santos, acusado de divulgar notícias falsas e outros crimes.

Supremo do Brasil determina extradição de 'blogger' bolsonarista dos EUA
Notícias ao Minuto

22:24 - 21/10/21 por Lusa

Mundo Brasil

A ordem de tramitação da extradição foi emitida no último dia 05 de outubro, mas só hoje foi tornada publica pelo STF, que há meses investiga as atividades de Allan Santos, que fugiu do país em julho passado, após buscas à sua residência ordenadas pela justiça.

Allan dos Santos é conhecido pelos meios de comunicação geridos por apoiantes do Presidente, Jair Bolsonaro, devido aos seus blogues de extrema-direita, cujos perfis já foram suspensos em algumas redes sociais, como o Twitter, devido à disseminação massiva de mentiras e informações falsas, embora ainda estejam ativos em outras plataformas.

O 'blogger' é investigado pela suposta participação em manifestações contra instituições democráticas em que Jair Bolsonaro chegou a participar e nas quais era exigida a "dissolução" do Congresso e do próprio STF, através de uma "intervenção militar".

Segundo a Polícia Federal, o 'blogger' fugiu do Brasil em julho passado, após buscas à sua residência, e encontra-se desde então nos Estados Unidos, onde teria sido bem recebido por grupos de extrema-direita daquele país.

No documento em que pede a extradição, Alexandre de Moraes destacou que "a prisão preventiva de Allan dos Santos é a única medida apta para garantir a ordem pública", uma vez que continua ativo em algumas redes sociais, "divulgando conteúdo criminoso".

Segundo o magistrado, o "objetivo" de Allan Dos Santos, que também obtém ganhos financeiros com essa atividade, é "atacar membros de instituições públicas, desacreditar o processo eleitoral no Brasil" e "promover o descrédito dos Poderes da República".

O juiz acrescentou que, "em solo norte-americano, o investigado associou-se a pessoas vinculadas aos atos violentos ocorridos (no passado dia 06 de janeiro) em Washington, na sede do Capitólio, que procuravam desacreditar o resultado das eleições democráticas norte-americanas".

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