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Nigéria: Líder separatista declara-se inocente das acusações de violência

Um líder separatista nigeriano acusado desde 2015 de instigar à violência no sudeste do país, que fugiu em 2017 depois de ter pagado uma fiança, declarou-se hoje inocente das acusações de terrorismo e traição num tribunal da capital, Abuja. 

Nigéria: Líder separatista declara-se inocente das acusações de violência
Notícias ao Minuto

14:52 - 21/10/21 por Lusa

Mundo Nnamdi Kanu

O separatista Nnamdi Kanu, que também tem cidadania britânica, começou a ser julgado em 2015, mas pagou uma fiança e fugiu do país. Foi preso no estrangeiro e extraditado para a Nigéria em junho deste ano.

O Governo nigeriano não deu pormenores da detenção de Kanu, mas o Alto-Comissariado Britânico na Nigéria pediu explicações ao executivo. 

O Reino Unido também "esperaria que qualquer julgamento seguisse o devido procedimento legal", disse o porta-voz do Alto-Comissariado Britânico, Dean Hurlock. 

Kanu lidera o Povo Indígena de Biafra, uma organização separatista que pretende que a região sudeste se torne independente. 

O grupo inspirou-se na luta por estabelecer uma nação independente de Biafra em 1967, quando os membros do grupo étnico Igbo, do sudeste, tentaram separar-se da Nigéria. Falharam após uma guerra civil que matou mais de um milhão de pessoas, muitas delas de fome. 

O grupo separatista apela a um referendo onde o povo Igbo possa votar sobre a sua independência ou não da Nigéria. Os Igbo alegam ter sido marginalizados pelo Governo.

As autoridades nigerianas proíbem a existência do Povo Indígena de Biafra e acusam Kanu de liderar atividades relacionadas com terrorismo e de instigar à violência no sudeste, incluindo a fuga de 2.000 reclusos da prisão no Estado de Imo (a sudeste) no início deste ano.

A formação da Rede de Segurança Oriental, o braço militar do grupo separatista, em dezembro de 2020, coincidiu com um pico de ataques na região, de acordo com dados do Conselho de Relações Externas dos Estados Unidos. 

Numa declaração, em 18 de outubro, o grupo descrevia-se a si próprio como "um movimento de luta pela liberdade" que não é violento.

O Governo nigeriano afirma que a unidade do país "não é negociável". 

Leia Também: Autoridades nigerianas disparam gás lacrimogéneo em manifestação

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