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EUA iniciam visita a países do Mar Negro para travar influência da Rússia

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, afirmou hoje que o seu país está empenhado em ajudar a Geórgia a "reforçar a sua capacidade defensiva", no início de uma visita a este Estado do Cáucaso.

EUA iniciam visita a países do Mar Negro para travar influência da Rússia
Notícias ao Minuto

11:47 - 18/10/21 por Lusa

Mundo Lloyd Austin

"Os Estados Unidos estão empenhados em ajudar a Geórgia a fortalecer as suas capacidades defensivas e em ajudar a sua integração euro-atlântica. Estou ansioso pelas reuniões que temos marcadas", escreveu o chefe do Pentágono na rede social Twitter.

Austin foi recebido no aeroporto de Tbilissi pelo ministro da Defesa da Geórgia, Dzhuansher Burchuladze, que classificou a visita de seu homólogo norte-americano como "histórica".

Austin e Burchuladze "vão abordar questões de cooperação militar e assinar um acordo para fortalecer a capacidade defensiva da Geórgia", disse um porta-voz do Ministério da Defesa da Geórgia, sem avançar mais pormenores.

"A cooperação entre os dois países no campo militar é excelente. Esta visita do chefe do Pentágono vai fortalecê-la ainda mais", referiu ainda o porta-voz da Defesa.

Além das conversas com Burchuladze, o secretário da Defesa dos Estados Unidos vai encontrar-se com o primeiro-ministro da Geórgia, Irakli Garibashvili.

O responsável norte-americano iniciou hoje, na Geórgia, uma visita que incluirá ainda dois outros Estados da cista do Mar Negro, a Ucrânia e a Roménia, e que visa fortalecer alianças na zona para combater a pressão russa.

Austin, que se torna o primeiro chefe do Pentágono a visitar a Geórgia desde 2014, quer renovar um acordo para formação militar e mostrar o apoio dos Estados Unidos a Tbilissi, que há vários anos pede para se tornar membro pleno da NATO.

"Queremos assegurar e fortalecer a soberania dos países que estão na vanguarda na primeira linha da agressão russa", disse à imprensa um responsável do Departamento da Defesa dos EUA antes da viagem.

As tropas russas estão estacionadas em duas regiões separatistas da Geórgia, Abecásia e Ossétia do Sul e Moscovo opõe-se a qualquer tentativa de mudar o estatuto do Estado na NATO de país parceiro para membro de pleno direito.

Os Estados Unidos têm, desde há vários anos, programas militares de ajuda às tropas da Geórgia, que visam operações conjuntas com a NATO e de defesa do território, mas o programa atual termina em dezembro.

A Administração Biden tem de dar mais atenção à Geórgia para evitar uma possível mudança para a esfera de influência da Rússia ou da China, defendeu o especialista em Ciência Política da Universidade Internacional da Florida David Kramer, citado pela agência francesa de notícias AFP.

"Há uma preocupação crescente de que o Governo [da Geórgia] seja demasiado flexível com Moscovo", explicou.

Depois de Tbilissi, Austin partirá para a Ucrânia e a Roménia com o mesmo objetivo: apoiar os países para evitar que entrem na esfera da Rússia.

O Pentágono vê esta região como um potencial ponto quente, especialmente desde que a Rússia anexou a Crimeia (Ucrânia), em 2014, mas também porque as forças aéreas e navais russas desafiam cada vez mais os membros da NATO no Mar Negro.

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