Meteorologia

  • 22 OUTUBRO 2021
Tempo
20º
MIN 15º MÁX 23º

Edição

EUA admitem "todas as opções" se falharem negociações nucleares com Irão

Os EUA estão preparados para considerar "todas as opções", se falharem as negociações sobre o acordo nuclear com o Irão, enquanto Israel ameaça usar a força para impedir que Teerão tenha acesso a armas nucleares.

EUA admitem "todas as opções" se falharem negociações nucleares com Irão
Notícias ao Minuto

18:39 - 13/10/21 por Lusa

Mundo Nuclear

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, disse hoje que os EUA estão disponíveis para considerar "todas as opções", se os esforços diplomáticos para salvar o acordo nuclear com o Irão falharem.

Washington continua a acreditar que "uma solução diplomática será sempre a melhor forma" de evitar que o Irão tenha acesso a armas nucleares, mas Blinken disse que o seu Governo está "preparado para todas as opções se o Irão mudar de direção" nas negociações.

Numa conferência de imprensa em Washington, ao lado de Blinken, o chefe da diplomacia israelita, Yair Lapid, disse que Israel "se reserva o direito" de usar a força contra o Irão para impedir que Teerão aceda a armas nucleares.

"O secretário de Estado Blinken e eu somos filhos de sobreviventes do Holocausto. Sabemos que há momentos em que as nações devem usar a força para proteger o mundo do mal", explicou Lapid.

Por sua vez, o enviado dos EUA ao Irão, Rob Malley, disse hoje que admite a hipótese de Teerão não querer voltar aos termos do acordo nuclear assinado em 2015, falando mesmo da necessidade de pensar em soluções alternativas para lidar com este problema.

"Acreditamos que o regresso (ao tratado de 2015) seria a melhor solução. Mas somos realistas. Sabemos que há uma forte possibilidade de o Irão escolher outro caminho e, por isso, devemos coordenar-nos com Israel e com os outros nossos aliados na região", disse Malley, durante uma conferência organizada pelo 'think tank' Carnegie Endowment for International Peasse.

O negociador americano anunciou que visitará Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Qatar nos próximos dias, para discutir essas duas possibilidades: os "esforços para voltar" ao acordo, mas também "quais as opções para controlar o programa nuclear do Irão".

Concluído em 2015 entre o Irão e os Estados Unidos, Reino Unido, China, Rússia, França e Alemanha, o acordo ofereceu à República Islâmica o levantamento de parte das sanções internacionais tomadas contra Teerão em troca para uma redução drástica do seu programa nuclear.

Mas após a retirada unilateral do acordo por parte dos norte-americanos, em 2018, sob a presidência de Donald Trump, e o restabelecimento das sanções, Teerão começou a libertar-se progressivamente das restrições impostas pelo tratado.

O atual Presidente dos EUA, Joe Biden, disse que está disponível para voltar ao acordo com a condição de que o Irão também renove seus compromissos.

As negociações indiretas entre Washington e Teerão, por intermédio dos demais signatários, começaram em abril, em Viena, mas estão suspensas desde a eleição, em junho, do novo Presidente iraniano, cujo Governo prometeu voltar rapidamente à mesa das negociações, mas sem definir uma data.

Leia Também: PM de Israel vai à Rússia discutir programa nuclear do Irão com Putin

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Quinto ano consecutivo Escolha do Consumidor para Imprensa Online.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório